sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Rússia: uma economia “africana” que sonha com a URSS deitada sobre 7.000 bombas atômicas.


Alimentação insuficiente e abuso de álcool diminuiu a expectativa de vida

Segundo avaliação do jornal espanhol“El Mundo”, a Rússia é uma superpotência militar com uma economia terceiro-mundista. 
A Rússia está muito aquém da Espanha, pois tem o mesmo PIB (Produto Interior Bruto) e o triplo de população. Em outros termos, a renda per capita russa é um terço da espanhola.
Mais ainda, o PIB nominal per capita do Brasil – US$ 11.387 – está acima do russo: US$ 9.054. (Fonte: Brasil, WikipediaRússia, Wikipedia).  
Como as perspectivas econômicas russas são as piores, o jornal lhe aplica pejorativamente o carimbo de “país do Terceiro Mundo”.
Exporta petróleo, gás natural e mais algumas matérias-primas, mas tem que importar todo o resto, porque não produz quase nada. É o esquema de uma economia de país pobre, diz o jornal.
A exceção são as exportações de material militar, em grande parte destinadas a antigos clientes da União Soviética, cujos exércitos só conhecem o armamento russo.
Mas esses compradores são cada vez menos confiáveis e se interessam sempre menos pelas antigualhas russas malgrado as melhorias cosméticas. 
A expectativa média de vida na Rússia (62-77 anos para os homens) é mais baixa que a da Bolívia (67-91 anos), com a diferença de que a população boliviana cresce dinamicamente, enquanto a russa diminui. 
A perspectiva russa, segundo a ONU, é de 24 milhões de habitantes a menos em 2100, enquanto a perspectiva da população boliviana nessa data beira um aumento aproximado de 600%. Confira: World Population Prospects 


Entrementes, não se entende por que a comunidade internacional ainda aceita a Rússia como uma grande potência econômica.
Só uma esclerosada visão da realidade russa poderia explicar essa crença, talvez influenciada por uma simpatia ideológica atávica ou alguma saudade do socialismo da URSS que continua sob Putin. 
Se Moscou influencia hoje o mundo é por causa do fascínio psicológico do sonho da URSS.
Ele se perpetua no Ocidente, ainda governado por partidos socialistas e manipulado por uma mídia cujos grandes títulos vão se fechando um a um porque descolados das respectivas opiniões públicas.
Outro dos poucos índices de grandeza que a Rússia ainda exibe é o mastodôntico aparato de defesa, espionagem, repressão e segurança em que Vladimir Putin fez carreira, e sem o qual o dono do Kremlin não duraria muito.
Fora disso, praticamente nada, martela “El Mundo”. A economia está militarizada, as receitas do país são etéreas como o gás que exporta e se evaporaram com a queda da cotação internacional do petróleo.
Talvez fosse mais apropriado comparar os dados macroeconômicos russos com certas economias africanas em vias de desenvolvimento – embora a Rússia não forneça muitos sinais de crescimento –, armadas até os dentes, com um ditador ferozmente agarrado ao poder e em pé de beligerância contra os vizinhos de etnia (de ideologia, no caso russo) diferente. 



O míssil Iskander (SS-26 para a NATO) de curto alcance pode levar cabeças nucleares.A Rússia gasta desproporcionalmente em armas.

Eriçada de nacionalismo anticapitalista e antiocidental, amargurada pelo fracasso da utopia de domínio universal soviético e com uma economia humilhantemente depauperada, a Rússia – que detém 7.000 bombas atômicas – é claramente um perigo, observa “El Mundo”.
Esse é um coquetel de fatores, por certo nada atraente, que explicaria a crença na Rússia-potência: um efeito do medo.
O jeito certo seria reformar a economia para sair da decadência. Mas para o Kremlin isso equivale a reconhecer que não é grande potência.
Se Moscou adequar suas forças armadas às dimensões reais do país, a ideologia oficial e o modelo econômico ainda sovietizado não seriam mais sustentáveis. 
Com a cornucópia petrolífera, Vladimir Putin tentou que a Rússia crescesse anualmente 4% a 6%.


Hiper-nacionalista, saudosista da URSS, admirador de Stalin,acuado pela crise econômica, Putin dispõe de 7.000 bombas atômicas.

A alta cotação internacional do petróleo engrossou as caixas do Estado e alimentou uma fabulosa corrupção em todos os níveis. O país vivia de importados até que a bolha furou. 
O Estado distribuia indústrias em concessões e/ou monopólios para uma Nomenklatura de privilegiados oriundos unicamente do entorno de Vladimir Putin, que durarão em função de sua fidelidade ao líder e temerão sempre cair em desgraça. 
Com os ingressos rareando, o presidente e sua Nomenklatura seguiram esbanjado para manter cidades e instalações pesadas antieconômicas da era soviética para alimentar altas percentagens de popularidade.
Mas agora a torneira fechou, o petroestado ficou com a roupa do corpo.
Os capitais de estrangeiros e de magnatas putinistas levantaram voo, a moeda nacional espatifou-se, a invasão da Ucrânia cerceou ainda mais as entradas e multiplicou as despesas. 
Eis a Rússia, empobrecida, humilhada, acuada e agressiva. 
No fim, só resta o nacionalismo saudosista da URSS e 7.000 bombas atômicas.
Para o Ocidente, que acreditou na “queda do comunismo”, sobrou um pesadelo ameaçador.
E ele é chefiado por um coronel formado na KGB, admirador de Stalin e disposto a tudo para restaurar a grandeza material do império dos sovietes.

Luis DufaurEscritor, jornalista,conferencista depolítica internacional,do IPCO,webmaster de diversos blogs

Trump ameaça aniquilar completamente Coreia do Norte no seu 1º discurso à ONU.

TIMOTHY A. CLARY / AFP
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na 72ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. 
NOVA YORK — Em seu discurso na 72ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente dos EUA, Donald Trump, adotou um duro tom para ameaçar a Coreia do Norte, dizendo que poderia aniquilar completamente o país asiático se não vir alternativa. Além disso, condenou nações que apoiam o regime de Pyongyang com fornecimento financeiro ou de armas, num pedido para que a comunidade internacional se una para isolá-lo. Chamando o líder norte-coreano Kim Jong-un de "Homem Foguete" — no mesmo apelido de deboche que já usara nas últimas semanas —, disse que o único futuro possível é a desnuclearização para a Coreia do Norte . 

— O desenvolvimento inconsequente pela Coreia do Norte de armas nucleares e mísseis balísticos ameaça o mundo todo — disse. — Os EUA têm grande força e paciência, mas se for forçado a defender a si mesmo ou a seus aliados, não teremos alternativa a não ser aniquilar completamente a Coreia do Norte. É hora de a Coreia do Norte perceber que a desnuclearização é o único futuro aceitável. 

Trump ainda agradeceu a China e Rússia pelos votos em favor de um novo pacote de sanções contra os norte-coreanos no Conselho de Segurança da ONU. E, em tom nada diplomático, voltou a debochar de Kim: 

— O Homem Foguete está numa missão suicida para ele e seu regime — disse Trump. 

Em seu discurso, também criticou duramente o acordo nuclear do Irã, a que chamou de "um embaraço para os EUA", e sinalizou que o tratado não deverá ser revalidado. Pediu que o governo iraniano liberte cidadãos americanos e de outros países injustamente presos. 

LUTA CONTRA O TERROR E VENEZUELA

Trump pediu apoio à luta contra o terror e disse que os países deveriam expulsar os terroristas — a quem chamou de "perdedores" — de seus territórios. O presidente afirmou que em oito meses de governo realizou mais ações contra o Estado Islâmico do que o governo anterior de Barack Obama. Também defendeu uma solução política na Síria e no Iraque. 

— Os EUA e seus aliados vão esmagar os "terroristas perdedores" e parar o crescimento do terror. 

O presidente relembrou o ataque químico em abril na Síria e acusou o regime de Bashar al-Assad de atacar seu próprio povo. Trump ainda afirmou que foi por isso que os EUA atacaram uma base aérea síria, por ter lançado gás químico contra a cidade rebelde de Khan Sheikhun. 

Trump também criticou fortemente o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que, segundo ele, lutou contra seu próprio povo e tomou o poder daqueles que foram eleitos, se referindo à Assembleia Constituinte em vigor no país, que ocupou o lugar do Parlamento. O presidente americano foi aplaudido quando defendeu a volta da democracia na Venezuela. 

— Não podemos esperar e assistir. Como um vizinho responsável e amigo, meu objetivo é reconquistar a liberdade, recuperar o país e reestabelecer a democracia. Agradeço aos países que condenaram o regime e apoiam os venezuelanos. 
                    *Por O Globo / Agências Internacionais

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A razão do General Mourão e do Zezé de Camargo.

O General de Exército na ativa Antônio Hamilton Martins Mourão tem todo direito de exercer sua liberdade de expressão e manifestar a defesa da Intervenção Constitucional, se o Judiciário fracassar na tarefa de livrar as instituições do domínio do crime. O militar não pode ser punido por ter dito uma verdade que apavora corruptos e a pretensa intelectualidade esquerdista que não sabe que a Democracia é a Segurança do Direito, através do exercício da razão republicana.
O General Mourão, em nenhum momento, pregou “golpe militar” – como alguns idiotas inúteis e canalhas confessos o vêm acusando. Na palestra fechada, restrita aos membros de uma loja maçônica em Brasília, em nenhum momento o membro do Alto Comando do Exército pregou o “retorno de um governo dos militares”. O Diretor de Economia e Finanças da Força Terrestre apenas admitiu que a Intervenção Constitucional é uma hipótese concreta e estudada pelos militares, caso o Judiciário não consiga resolver “o problema político”.
É ilegal, ilegítimo e imprevidente que Mourão sofra qualquer punição. O ministro da Defesa, Raul Jungman, soltou ontem uma nota esquisita, falando que foram discutidas “medidas cabíveis a serem tomadas”. O Comandante do Exército, Eduardo Villas-Bôas, ainda não emitiu qualquer comentário público sobre a delicada situação. Em tese, pela legislação em vigor, Mourão só poderia fazer uma manifestação com autorização expressa do Comando da Força. Se Mourão, que é maçom, fez a palestra e falou o que tinha de ser dito é porque, subliminarmente, a opinião dele reflete a do Alto Comando militar.
Uma “crise militar” é tudo que o Presidente Michel Temer menos deseja. Ainda mais mexendo com Mourão que é um dos comandantes militares mais populares nas redes sociais. O General ganhou fama ao ser punido, em 2015, quando “ordens superiores” lhe tiraram do Comando Militar do Sul por ter criticado a classe política corrupta e defendido uma “luta patriótica” a favor do Brasil. Mourão também havia dado autorização a um quartel gaúcho para homenagear o falecido Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra – a quem Mourão foi subordinado e do qual era grande amigo pessoal.
Ao ter respondido a uma pergunta sobre “Intervenção Militar” na palestra dada na Maçonaria, Mourão pode ter refletido apenas sua opinião pessoal e não a da maioria do Alto Comando do Exército. No entanto, a sinceridade, a coragem e a honestidade intelectual dele ganharam repercussão com a divulgação, nas redes sociais, do vídeo do evento. Uma eventual punição a Mourão só vai reverberar a visão de Mourão nos meios militares e na sociedade civil organizada que defende o que é chamado imprecisamente, no popular, de “Intervenção Militar”.
A regra é clara! Militares não farão qualquer intervenção, por iniciativa deles próprios, a não ser que o Brasil mergulhe em uma guerra civil declarada que os obrigue a agir em conformidade no que está previsto no artigo 142 da Constituição. O máximo que pode acontecer, na realidade, é que o Poder Militar, convocado por algum dos outros poderes, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, promova alguma ação pontual. Ou, então, que os militares dêem total respaldo a uma ação legítima do povo em uma legítima, legal e inédita “Intervenção Constitucional”.
Os militares não têm projeto de governar o Brasil – conforme ocorreu entre 1964 e 1985. No entanto, já cansaram de afirmar publicamente que não abrem mão do papel estratégico de colaborar na formulação de um Projeto Estratégico para a Nação. O problema é que a maioria dos políticos não deseja isto. A politicagem está mais focada em se locupletar com o dinheiro e as vantagens públicas, defendendo-se das tsunâmicas acusações de corrupção.
Se Mourão for punido agora, estará criado o “mártir” político perfeito para influenciar na sucessão presidencial de 2018 e catalizar o desejo de muitos brasileiros favoráveis às intervenções: a Militar (improvável, por alguma “quartelada”) e a Institucional/Constitucional (em maturação, um processo irreversível, a partir da mobilização e vontade dos setores organizados da sociedade).
Antes de ferrar o General, uma perguntinha: Será que algum “intelectual” terá coragem (ou cara de pau) de pedir punição para Zezé de Camargo? O ex-cabo eleitoral da campanha de Lula em 2002 é um defensor da intervenção militar. Em recente entrevista à jornalista Leda Nagle, na revista Quem, Camargo detonou: “Nós não vivíamos uma ditadura”. Vivíamos um militarismo vigiado”.
Correta ou não tão exata, a visão do ídolo sertanejo reflete o senso comum que vai se tornando hegemônico na maioria da sociedade brasileira que se considera vítima da insegurança, gerada pela combinação da corrupção com a violência que consagra a impunidade.  
Resumindo: O General Mourão e o cantor sertanejo apenas reproduziram o senso comum, com o peso da autoridade de um militar do Alto do Exército. A maioria das pessoas não aguanta mais tanta roubalheira que acaba impune por falha do sistema judiciário (incluindo o Ministério Público).
Só a galera que afana e deixa roubar milhões não quer ver o tsunami em andamento. Ninguém suporta mais o domínio do crime sobre a vida das pessoas no Brasil. Só uma inédita Intervenção Constitucional pode promover profundas mudanças estruturais no Esta
O General de Exército na ativa Antônio Hamilton Martins Mourão tem todo direito de exercer sua liberdade de expressão e manifestar a defesa da Intervenção Constitucional, se o Judiciário fracassar na tarefa de livrar as instituições do domínio do crime. O militar não pode ser punido por ter dito uma verdade que apavora corruptos e a pretensa intelectualidade esquerdista que não sabe que a Democracia é a Segurança do Direito, através do exercício da razão republicana.
O General Mourão, em nenhum momento, pregou “golpe militar” – como alguns idiotas inúteis e canalhas confessos o vêm acusando. Na palestra fechada, restrita aos membros de uma loja maçônica em Brasília, em nenhum momento o membro do Alto Comando do Exército pregou o “retorno de um governo dos militares”. O Diretor de Economia e Finanças da Força Terrestre apenas admitiu que a Intervenção Constitucional é uma hipótese concreta e estudada pelos militares, caso o Judiciário não consiga resolver “o problema político”.
É ilegal, ilegítimo e imprevidente que Mourão sofra qualquer punição. O ministro da Defesa, Raul Jungman, soltou ontem uma nota esquisita, falando que foram discutidas “medidas cabíveis a serem tomadas”. O Comandante do Exército, Eduardo Villas-Bôas, ainda não emitiu qualquer comentário público sobre a delicada situação. Em tese, pela legislação em vigor, Mourão só poderia fazer uma manifestação com autorização expressa do Comando da Força. Se Mourão, que é maçom, fez a palestra e falou o que tinha de ser dito é porque, subliminarmente, a opinião dele reflete a do Alto Comando militar.
Uma “crise militar” é tudo que o Presidente Michel Temer menos deseja. Ainda mais mexendo com Mourão que é um dos comandantes militares mais populares nas redes sociais. O General ganhou fama ao ser punido, em 2015, quando “ordens superiores” lhe tiraram do Comando Militar do Sul por ter criticado a classe política corrupta e defendido uma “luta patriótica” a favor do Brasil. Mourão também havia dado autorização a um quartel gaúcho para homenagear o falecido Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra – a quem Mourão foi subordinado e do qual era grande amigo pessoal.
Ao ter respondido a uma pergunta sobre “Intervenção Militar” na palestra dada na Maçonaria, Mourão pode ter refletido apenas sua opinião pessoal e não a da maioria do Alto Comando do Exército. No entanto, a sinceridade, a coragem e a honestidade intelectual dele ganharam repercussão com a divulgação, nas redes sociais, do vídeo do evento. Uma eventual punição a Mourão só vai reverberar a visão de Mourão nos meios militares e na sociedade civil organizada que defende o que é chamado imprecisamente, no popular, de “Intervenção Militar”.
A regra é clara! Militares não farão qualquer intervenção, por iniciativa deles próprios, a não ser que o Brasil mergulhe em uma guerra civil declarada que os obrigue a agir em conformidade no que está previsto no artigo 142 da Constituição. O máximo que pode acontecer, na realidade, é que o Poder Militar, convocado por algum dos outros poderes, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, promova alguma ação pontual. Ou, então, que os militares dêem total respaldo a uma ação legítima do povo em uma legítima, legal e inédita “Intervenção Constitucional”.
Os militares não têm projeto de governar o Brasil – conforme ocorreu entre 1964 e 1985. No entanto, já cansaram de afirmar publicamente que não abrem mão do papel estratégico de colaborar na formulação de um Projeto Estratégico para a Nação. O problema é que a maioria dos políticos não deseja isto. A politicagem está mais focada em se locupletar com o dinheiro e as vantagens públicas, defendendo-se das tsunâmicas acusações de corrupção.
Se Mourão for punido agora, estará criado o “mártir” político perfeito para influenciar na sucessão presidencial de 2018 e catalizar o desejo de muitos brasileiros favoráveis às intervenções: a Militar (improvável, por alguma “quartelada”) e a Institucional/Constitucional (em maturação, um processo irreversível, a partir da mobilização e vontade dos setores organizados da sociedade).
Antes de ferrar o General, uma perguntinha: Será que algum “intelectual” terá coragem (ou cara de pau) de pedir punição para Zezé de Camargo? O ex-cabo eleitoral da campanha de Lula em 2002 é um defensor da intervenção militar. Em recente entrevista à jornalista Leda Nagle, na revista Quem, Camargo detonou: “Nós não vivíamos uma ditadura”. Vivíamos um militarismo vigiado”.
Correta ou não tão exata, a visão do ídolo sertanejo reflete o senso comum que vai se tornando hegemônico na maioria da sociedade brasileira que se considera vítima da insegurança, gerada pela combinação da corrupção com a violência que consagra a impunidade.  
Resumindo: O General Mourão e o cantor sertanejo apenas reproduziram o senso comum, com o peso da autoridade de um militar do Alto do Exército. A maioria das pessoas não aguanta mais tanta roubalheira que acaba impune por falha do sistema judiciário (incluindo o Ministério Público).
Só a galera que afana e deixa roubar milhões não quer ver o tsunami em andamento. Ninguém suporta mais o domínio do crime sobre a vida das pessoas no Brasil. Só uma inédita Intervenção Constitucional pode promover profundas mudanças estruturais no Estado-Ladrão brasileiro. E os militares, dizendo ou não, querendo ou não, terão de ajudar neste trabalho, ou acabarão derrotados pelo Poder Criminoso.
Assim, antes de punir o General, cabe uma outra perguntinha indefensável ao Ministro da Defesa: Por que você não cuida da “guerra civil” na favela da Rocinha, em vez de ficar perdendo tempo com o que o Mourão falou no (inexistente) segredo de uma Loja maçônica?
Mourão, Zezé de Camargo e tantos outros brasileiros que desejam uma “intervenção” contra o Crime Institucionalizado estão absolutamente com a razão...

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Lula agora é hepta réu.

A pedido do MPF, Vallisney de Oliveira colocou Lula mais uma vez no banco dos réus. Mas não só: ao lado do ex-presidente estão dois lobistas que já tiveram relações com Lulinha e Luleco.
Confira o comentário de Claudio Dantas:

Bolsonaro já dispara nas pesquisas.

A penúltima pesquisa CNT/MDA foi realizada em fevereiro.
Nesses sete meses, nada mudou: Lula ganhou 0,2%, Marina Silva perdeu 0,7%, Geraldo Alckmin perdeu 0,4%.

Só Jair Bolsonaro se mexeu, disparando quase 8%, sobretudo entre os indecisos.

* Via O Antagonista

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Justiça cancela apresentação de peça que traz Jesus como mulher trans.

A 1ª Vara Cível da Comarca de Jundiaí, em São Paulo, decidiu interromper a exibição da peça de teatro O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu, que estava em cartaz na unidade jundiaiense do Serviço Social do Comércio (Sesc). A informação foi confirmada pelo próprio Sesc em seu site oficial.

A peça, desde sua estreia, já havia levantado polêmica por trazer Jesus Cristo, nos dias atuais, encarnado na pele de uma mulher transexual, de acordo com a sinopse oficial. Criada pela dramatuga escosesa e transexual Jo Clifford, peça tem a atriz Renata Carvalho no papel principal da adaptação brasileira. 

A decição judicial, tomada pelo juiz Luiz Antonio de Campos Júnior em caráter de urgência na sexta-feira, 15, foi de acordo com o pedido impetrado pela advogada Virginia Bossonaro Rampin Paiva, que deu entrada ao processo contra o Sesc. 

Na sua decição final, o juiz proibiu o Sesc de apresentar a peça na sexta-feira, 15, ou em qualquer outra data, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. "As circustâncias jurídicas alegadas (...) corroboram o fato de ser a peça em epigrafe atentatória à dignidade da fé cristã, na qual Jesus Cristo não é uma imagem e muito menos um objeto de adoração apenas, mas sim o filho de Deus", escreve o juiz. 

O juiz afirma que "não se olvida a liberdade de expressão", "mas o que não pode ser tolerado é o desrespeito a uma crença, a uma religião, enfim, a uma figura venerada no mundo inteiro."

"De fato, não se olvide da crença religiosa em nosso Estado, que tem Jesus Cristo, como o filho de Deus", diz ainda a decisão. "Em se permitindo uma peça em que este homem sagrado seja encenado como um travesti, a toda evidência, caracteriza-se ofensa a um sem número de pessoas."

Em comunicado oficial, o Serviço Social do Comércio de Jundiaí informou que já recorreu da decisão.

Na página da peça no Facebook, a diretora de Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu, Natalia Mallo, condenou a decisão judicial. 

"Afirmar que a travestilidade da atriz representa em si uma afronta à fé cristã ou concluir, antes de assistir o trabalho, que é um insulto à imagem de Jesus é, do nosso ponto de vista, negar a diversidade da experiência humana", escreveu. "Cria-se categorias onde algumas experiências são válidas e outras não, algumas vidas tem valor e outras não."

"O espetáculo, escrito por Jo Clifford, busca resgatar a essência do que seria a mensagem de Jesus: afirmação da vida, tolerância, perdão, amor ao próximo", explica ainda a diretora. "Para tanto, Jesus encarna em uma travesti, na identidade mais estigmatizada e marginalizada da nossa sociedade. A mensagem é de amor."


domingo, 17 de setembro de 2017

A fabulosa máquina de propaganda da esquerda.

A esquerda desfruta de forte hegemonia nos estabelecimentos educacionais, nos veículos de comunicação e nos círculos artísticos e intelectuais dos Estados Unidos, do Brasil e das demais nações democráticas. Como consequência, os seus militantes e simpatizantes estão aptos a selecionar, suprimir, distorcer e falsear os fatos conforme a sua conveniência política praticamente sem encontrar qualquer oposição. Desta forma, a esquerda tem sido extremamente bem sucedida em disseminar narrativas compostas por meias verdades e/ou mentiras.
A título de exemplo, considere as maneiras pelas quais o jornal The New York Times noticiou os falecimentos de dois ditadores, o chileno Augusto Pinochet e o cubano Fidel Castro. Seguem-se as manchetes (traduzidas para o português por este autor) de duas reportagens disponíveis no site daquele periódico.
Evidentemente, a imprensa brasileira jamais aceitaria ser menos ‘progressista’ do que a norte-americana. Seguem-se manchetes similares disponíveis no site de O Globo.
A mensagem é clara: Pinochet foi inequivocamente mais sanguinário do que Fidel. O único problema é que, conforme discutido nos próximos três parágrafos, isso é mentira.
Pinochet chegou ao poder, através de um golpe militar, em setembro de 1973. Em março de 1990 ele foi sucedido por Patricio Aylwin, que havia sido eleito democraticamente em dezembro do ano anterior. Ou seja, a ditadura chilena durou um pouco menos de 17 anos. Por outro lado, a guerrilha liderada por Fidel Castro se tornou vitoriosa em janeiro de 1959. Desta forma, a tirania instaurada por Fidel e os seus cúmplices já completou 58 anos.
Segundo a reportagem do The New York Times, o governo de Pinochet foi responsável pela morte ou desaparecimento de 3200 opositores. Contudo, de acordo com as informações disponíveis em O Livro Negro do Comunismo, entre 7 e 10 mil cubanos foram mortos por motivos políticos somente durante a década de 1960. Esses números se tornam ainda mais impressionantes quando se leva em conta que a população do Chile sempre foi maior do que a de Cuba durante o período em análise.
Em síntese, afirmar que Pinochet foi um ditador brutal e dizer que Fidel foi um destemido revolucionário consiste, na melhor das hipóteses, em obscurecer a verdade. Fidel foi muito mais sanguinário do que Pinochet. Adicionalmente, a ditadura ainda vigente em Cuba tem se mostrado muito mais duradoura do que aquela que existiu no Chile. E pensar que alguns esquerdistas ainda têm a desfaçatez de dizer que o The New York Times e O Globo são veículos de direita…
O resultado das sub-reptícias campanhas de satanização de Pinochet e endeusamento de Fidel realizadas pela militância esquerdista infiltrada nas universidades, escolas, redações e editoras e nos estúdios e palcos é que hoje o primeiro é reconhecido mundialmente como um tirano, ao passo que o segundo é visto como um líder respeitável. Ou seja, a verdade foi completamente distorcida de forma a se adequar a uma narrativa que fosse conveniente aos interesses da esquerda.
O caso discutido acima é apenas um dentre vários. Por exemplo, os EUA são repetidamente criticados (erroneamente, diga-se de passagem) pela sua intervenção militar no Vietnã. Contudo, o seu decisivo papel na Guerra da Córeia, o qual salvou a metade sul da península de virar um inferno socialista similar ao existente no norte, é simplesmente ignorado. O que dizer então do bloqueio de Berlim Ocidental e do seu surpreendente abastecimento por aviões em 1948 e 49? Não fosse pela decisiva ação dos norte-americanos, aquela cidade teria sido incorporada à Alemanha Oriental. Porém, como esse episódio é incompatível com a agenda esquerdista, ele é suprimido pela intelligentsia.
Quando a distorção e a omissão não são suficientes para avançar a sua agenda totalitária, os esquerdistas não hesitam em inventar fatos que lhes sejam convenientes. Por exemplo, afirma-se despudoradamente que “a pobreza é uma invenção do capitalismo“. Sejamos claros: essa afirmativa é simplesmente absurda!
A título de ilustração, considere a expectativa de vida ao nascer. De acordo com Angus Maddison (Contours of the World Economy 1–2030 AD: Essays in Macro-Economic History, p. 38), estima-se que em 1700 esse indicador era aproximadamente igual a 38 anos na Inglaterra, que na época era provavelmente a mais rica nação do planeta. Estão disponíveis no site do Banco Mundial informações referentes à estatística em questão para 195 países em 2015. No Japão, nos EUA e em outras nações desenvolvidas, esse indicador foi superior a 78 anos. A Suazilândia apresentou o valor mais baixo, 49 anos. A média mundial foi igual a 72 anos.
O parágrafo anterior deixa claro o seguinte fato: uma criança nascida hoje, seja qual for o país, viverá em média muito mais do que um inglês nascido há 317 anos. A quem devemos atribuir isso? Marx? Lenin? Stalin? Mao? Fidel? Hugo Chávez? Ou então ao supremo líder Kim Il-Sung? Não seria esse fenômeno mais uma das grandiosas realizações do socialismo? É evidente que não. Isso se deve ao progresso científico e ao crescimento econômico proporcionados pelo capitalismo.
A evolução histórica da renda mundial leva a conclusões similares. Os dados disponibilizados na tabela 2.1 (p. 70) do já citado texto de Angus Madison permitem concluir que a renda per capita mundial em 1820 era aproximadamente 18% superior à de 1500. Por outro lado, em 2003 o indicador em questão excedeu o seu valor em 1820 por surpreendentes 887%. Essas cifras apenas refletem um fato que é bem conhecido pelos economistas: o advento da revolução industrial acelerou consideravelmente o crescimento econômico e deu início um período de prosperidade absolutamente ímpar na história da humanidade.A breve discussão acima deixa claro que a noção de que em priscas eras o homem vivia na opulência é falsa. É incorreto afirmar ou sugerir que o capitalismo nos jogou na pobreza. Na verdade, exatamente o contrário ocorreu. O capitalismo nos resgatou da miséria e nos proporcionou, mesmo que de forma desigual, prosperidade e riqueza a níveis simplesmente inimagináveis para os nossos antecessores.
Contudo, o mais impressionante feito dos apóstolos da tirania vermelha consiste em convencer, até mesmo nos EUA, um número considerável de pessoas de que o sistema dos seus sonhos é preferível ao capitalismo. É realmente surpreendente como se consegue esconder que o socialismo é um regime totalitário e homicida que levou, sem uma única exceção, à miséria e à morte em todos os locais em que foi implantado. Há que se tirar o chapéu para a fabulosa máquina de propaganda da esquerda…

Alexandre B. Cunha

O socialismo é o eufemismo do comunismo.


sábado, 16 de setembro de 2017

O povo.

O povo é um caos, é mistura, são idiotas, gênios, canalhas, honrados, covardes e heróis, brancos, pretos, amarelos, pardos, sãos, malucos, honestos e bandidos, ricos, pobres, conservadores, revolucionários, todos juntos.
Jamais é uniforme. Jamais se veste com as mesmas cores. Portanto, desconfio de todo aquele que alega ter o povo nas mãos.
Lula, mais uma vez o fez, ontem, após chegar em Curitiba para seu segundo depoimento ao juiz Sérgio Moro acompanhado de uma espécie de milícia-lulista uniformizada de vermelho, com os mesmos capachos bancados com o nosso dinheiro.
No depoimento, se não fosse da patota, hoje seria manchete em todos os jornais por ter tratado a procuradora de forma desdenhosa -- machista, o diriam -- chamando-a de "querida".
Faz para provocar. Nada é à toa. É um espetáculo tenebroso de calculismo, bem como quando fala "Doutor Moro". A cada momento, incorpora um personagem: o humilhado pela autoridade do juiz, o perseguido pela "querida" procuradora, o responsável direto pela melhoria na vida dos brasileiros -- nós, mais de 200 milhões, não temos mérito algum nisto, apenas ele, o nosso salvador; o que ameaça e, segundos depois, finge ter compaixão por Palocci, o "homem que mais respeita o MPF" e, em seguida, os acusa de ter criado uma ficção que parece escrita por roteirista da Globo, o democrata que faz campanha irregular, e, acima de todos estes personagens unidos exclusivamente pela covardia e baixeza moral, o homem que não sabe de nada. Do aluguel mensal ao terreno de milhões. Nada.
Todos documentos comprometedores encontrados pela PF? 
"Ah, estavam num quarto que eu não abro há mais de 20 anos".
E não deu tempo de procurar, em um ano de acusação? 
"Tem que falar com o "adevogado" -- ele fala propositalmente errado quando incorpora o personagem de sujeito ignorante pressionado pela elite brasileira.
Lula, trocando para a faceta de psicólogo brilhante, afirmou que Palocci é médico, frio e calculista. Um "simulador". Foi este perfil quase de serial killer que, anos atrás, era escolhido pelo próprio para comandar o ministério da Fazenda. Hoje, tornou-se impuro.
No final, quando incorporava o personagem engajado com a causa da juventude negra, para ganhar pontos com algum grupelho de esquerda, passou pito em Moro pelo uso do verbo denegrir, que vem do latim denigrare e significa, literalmente, "tornar mais escuro". Moro, como todos, usa o verbo no contexto de "manchar a reputação".
Saindo do depoimento, foi à uma praça minúscula de Curitiba discursar para o "povo". Povo este pequeno, uniforme, uniformizado, remunerado e obediente. Incorporava ali o último papel do dia -- o seu preferido: o de salvador da pátria.
* João Ferreira, por e-mail.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Gabinete de Janot sabia de ligação de Miller com a JBS.

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Para a PF, sequência de mensagens em grupo no WhatsApp mostra que o gabinete de Rodrigo Janot sabia da ligação de Miller com a JBS.


Para a Polícia Federal, o gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não só tinha conhecimento de que o ex-procurador Marcello Millertrabalhava para a JBS como sabia que ele vinha atuando “de forma indireta” no acordo de delação premiada firmado pela cúpula da empresa. 
As evidências disso, de acordo com os policiais encarregados da investigação sobre uso de informação privilegiada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, estão em mensagens trocadas por Miller com os principais dirigentes da companhia. O ex-procurador participava de um grupo de WhatsApp com os Batista e diretores da JBS. 
Uma das mensagens mais reveladoras, na avaliação dos investigadores, foi enviada pelo ex-procurador ao grupo na quarta-feira 5 de abril. Era o último dia de vínculo formal de Miller com o Ministério Público Federal. Com sua exoneração já publicada no Diário Oficial, para se desligar por completo ele só precisava concluir um período de férias atrasadas. Apesar disso, diz a PF, já estava servindo aos interesses da JBS havia algum tempo. 
As trocas de mensagens mostram Miller orientando os irmãos Batista quanto à melhor maneira de proceder nas tratativas com o gabinete do procurador-geral da República para fechar o acordo de delação. A sequência começa com a advogada Fernanda Tórtima, contratada pela JBS. Ela informa ao grupo que o gabinete de Rodrigo Janot havia convocado Joesley para prestar depoimento dois dias depois. Os demais participantes estranham a convocação, porque os detalhes do acordo de delação ainda não haviam sido acertados – a assinatura ocorreria só um mês depois. 
”Vamos negociar primeiro”, diz Francisco de Assis, diretor jurídico da JBS. Wesley Batista, irmão de Joesley, emenda: “Também acho que temos que negociar as penas dos outros envolvidos, grana e ter DOJ [Departamento de Justiça dos EUA] acertado para irmos para os depoimentos”. 
É quando Miller entra na conversa, com orientações de quem conhece a Procuradoria por dentro: “Não pode ser depoimento. Isso só pode ser debriefing [um interrogatório preliminar]. Se for depoimento, SB está jogando [SB, segundo a PF, é Sergio Bruno, um dos auxiliares de Janot na Lava-Jato]. Até certo ponto, normal ele fazer isso. Debriefing pode, claro. É só ressalvar no início. Mostrar boa vontade”. 
Francisco de Assis então esclarece que seria mesmo um depoimento. E Marcello, mostrando-se alinhado aos interesses do grupo, diz: “Nenhuma chance de aceitarmos isso na minha humilde opinião”. Naquele mesmo dia, Miller tinha viagem marcada para os Estados Unidos, onde, segundo os policiais, participaria de reuniões sobre o acordo de leniência que a JBS negociava com autoridades americanas. 
Miller prossegue nas orientações, e chega a fazer troça referindo-se ao colega Sergio Bruno: “Manda o SB trabalhar. Chamar a mesa da leniência. Dizer pros EUA que quer esse acordo”. “A natureza dele [Sergio Bruno] vai ser a de tentar tudo que ele conseguir… Normal. A gente tem de fazê-lo organizar o procedimento, ou no mínimo que ele nos deixe fazer isso, com a ajuda dele”, completa. 
Nesse momento da conversa, observa a PF, a advogada Fernanda Tórtima revela que Sergio Bruno e o procurador Eduardo Pelella, chefe de gabinete de Rodrigo Janot, tinham conhecimento de que Marcello Miller viajaria aos Estados Unidos para tratar de interesses da JBS. Além disso, escrevem os policiais em um dos relatórios da investigação, o gabinete de Janot aguardaria um contato do próprio Miller, que ligaria dos EUA para informar sobre as tratativas com as autoridades norte-americanas. 
“Lembra que o Pelella disse que ficaria esperando uma ligação da Esther [outra advogada a serviço da JBS] antes de fazer contato com o DoJ [Departamento de Justiça americano]? Essa ligação será do Marcello”, diz Fernanda Tórtima. Ela prossegue, referindo-se ainda à conversa que tivera com o auxiliar de Janot: “Eu disse que ele teria que falar hoje com o DoJ e disse que o Marcello iria. Nessa hora achei estranho ele [o assessor do procurador-geral] dizer que já tinha a informação de que o Marcello iria”. 
Para a PF, a sequência no WhatsApp mostra que o gabinete de Rodrigo Janot sabia da ligação de Miller com a JBS. “Tais mensagens revelam que membros da Procuradoria Geral da República tinham ciência de que Marcelo Miller estava atuando de forma indireta nas negociações da delação premiada no dia seguinte à sua saída efetiva do órgão”, escreveram os delegados em documento enviado à Justiça Federal de São Paulo. 
Compromisso – Nessa mesma troca de mensagens, um mês antes da assinatura do acordo de delação, o diretor jurídico da JBS menciona um “compromisso” firmado com o procurador Pelella, chefe de gabinete de Janot. “Fernanda ele [Sergio Bruno] precisa por na mesa à Leniencia, a imunidade e as demais penas corporais e que eles tem que assumir o protagonismos no DOJ conforme o Pelela assumiu o compromisso [sic]. Amanhã a gente combina a agenda do Joesley com eles”, diz. 
Por Rodrigo Rangel  em O Globo