sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Por um dia

Por Reinaldo Azevedo:
Luiz Inácio Lula da Silva acaba hoje - tem mais uma solenidadezinha para a pantomima da despedida e só!
Depois é passado.
Se a sua eleição foi celebrada como o advento, tenta-se fazer de sua despedida um rito sacrificial, embora exultante, como se ele estivesse caminhando para uma imerecida imolação, mesmo sendo sucedido na Presidência por um nome do seu grupo político.
A sua cascata lacrimosa - e como ele chora fácil, não? - é só uma nota patética no rito corriqueiro das democracias: os governantes eleitos exercem por um tempo o mandato e depois deixam o poder, seguindo o que vai estabelecido nas leis.
O circo que se arma dá a entender que ele está nos fazendo uma generosa concessão.
E não está!
Ao contrário: a democracia, na qual ele nunca acreditou muito, é que foi generosa com ele.
É claro que o Brasil teve alguns avanços. Lula estava lá para isto mesmo: tentar melhorar o que não ia bem. É essa a função dos governos, ou não precisaríamos deles.
Afinal, se o objetivo não fosse aumentar o bem-estar coletivo e garantir o pleno exercício das liberdades públicas e individuais, serviriam para quê? Só para tungar a carteira dos contribuintes?
Nem Lula nem governante nenhum têm o direito de nos cobrar por aquilo que nós lhes demos.
Eles não nos dão nada!
Para ser mais exato, tiram.
Aceitamos, como uma das regras do jogo, conceder-lhes algumas licenças em nome da ordem necessária para viver em sociedade. Só isso!
Lula se vai.
Não há nada de especial nisso.
Na manhã seguinte, como diria o poeta, os galos continuarão a tecer as manhãs - consta que eles só pararam de cantar quando morreu Papa Doc, o ditador do Haiti.
Não creio que devotem o mesmo silêncio reverencial a Papa Lula!
O petista terá cumprido oito anos de um governo que fez pouco caso das leis, das instituições e do decoro, e tal ação deletéria nada teve a ver com suas eventuais qualidades.
A virtude não deriva do vício; o bem não descende do mal.
A democracia, que garante amanhã a posse de Dilma Rousseff, teve no PT - e particularmente em Lula - um adversário importante em momentos cruciais da história do Brasil.
Esse é o partido que não participou do colégio eleitoral que pôs fim ao regime militar; que se negou a homologar a Constituição de 1988; que se recusou a dar sustentação ao governo de Itamar Franco; que sabotou - e cabe a palavra - todas as tentativas de reformar o país empreendidas por FHC e que, agora, se esforça para censurar a imprensa.
A sorte foi, sem dúvida, generosa com Lula caso se considere a sua ação efetiva para a consolidação da democracia política.
Seus hagiógrafos tendem a superestimar a sua atuação como líder sindical, ignorando a sua histórica irresponsabilidade no que respeita aos marcos institucionais, que são aqueles que ficam e que compõem o molde no qual a sociedade articula as suas diferenças.
Neste último dia de Lula, meu brinde vai para a democracia, que sobreviveu às ações deletérias de um líder e de um partido que se esforçam de modo metódico para solapá-la em nome de suas particularíssimas noções de Justiça.
Vai, Lula!
Os que preservam a democracia o saúdam!

Lula despede-se sem explicar os gastos com cartões de crédito e a compra de um relógio Cartier

Acostumado a empurrar a poeira do desmando e da corrupção para debaixo da alcatifa palaciana, Luiz Inácio da Silva deixa o governo sem explicar aos brasileiros alguns polêmicos e importantes assuntos. Entre os temas que cairão na vala do esquecimento está o escândalo dos malfadados cartões de crédito corporativos, que na Esplanada dos Ministérios fizeram a alegria de muitos alarifes.
Há no rastro do imbróglio dos cartões de crédito dois temas graves que Lula da Silva insiste em não esclarecer e que explicam a sua preocupação em manter sob sigilo os gastos da Presidência da República. Entre 24 e 28 de janeiro de 2007, durante a participação do presidente-operário no Fórum Econômico Mundial, em Davos, assessores presidenciais realizaram dois saques em dinheiro que totalizaram a bagatela de US$ 109 mil. A operação, realizada por meio de um cartão de crédito com a bandeira do Banco do Brasil, ficou registrada em um banco suíço sob o número 39C895. Meses depois, em setembro de 2007, quando Lula discursou na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, a assessoria presidencial realizou outro saque milionário. Desta vez no valor de US$ 123 mil. Algo literalmente estranho, pois as despesas de viagem foram financiadas pela ONU.
Mas a sandice maior ainda estava por vir. Um relógio Santos Dumont, da custosa e refinada marca Cartier, foi comprado na elegante 5ª Avenida pela bagatela de US$ 16 mil. A compra dessa seleta jóia foi realizada às 22h30 (horário local), quando lojas do naipe da Cartier recebem, às portas fechadas, seus clientes especiais. Mas tudo isso é absolutamente normal, porque o Brasil, segundo dizem alguns populistas de plantão, é o país de todos.
Para quem chegou ao poder nos braços do povo e prometeu defendê-lo até o último instante, os saques e a compra de um relógio de luxo são atentados contra a democracia de um país que ainda tem nas ruas cidadãos revirando o lixo em busca de comida. Com a devida licença do messiânico Luiz Inácio, “nunca antes na história deste país”…

Wikileaks, na escuta...

No início, era internet de um internauta só. Lendo. Faz quinze anos. Depois, os internautas passaram a produzir conteúdo. Há dez anos. Surgiram os blogs. Em seguida, veio a época das redes sociais. O twitter e o facebook. Agora, aparece o wikileaks.
O que significa o wikileaks ?
Tecnicamente, é um difusor de informações na rede web. Mas, na prática, é muito mais do que isso. O Sr. Assange inaugurou seus serviços, em dezembro de 2006, tornando pública decisão de um xeque somaliano que mandava executar autoridades.
Dez meses atrás, divulgou vídeo sobre massacre de 18 pessoas por soldados americanos no Iraque. Ocorrido em 2007. Gravado a bordo de helicóptero Apache.
O wikileaks não editou mentiras nem algo perigoso para a sociedade. Ao contrário. Nos cerca de 250 mil documentos secretos constantes de seu acervo não há nenhum top secret.
Três aspectos chamam minha atenção no wikileaks: primeiro, é um sistema de difusão de notícias que elimina censura à informação. É capaz de dar publicidade a malfeitorias governamentais e a desmandos corporativos.
Segundo, induz mais responsabilidade a agentes públicos e privados, nos seus dizeres e fazeres, ao assumir o risco de produzir informações vazadas. Desconstruindo o artificialismo do politicamente correto.
Terceiro, incentiva um novo tipo de ativismo social, apartidário, que coloca a informação a favor da sociedade. E autônoma em relação ao poder do Estado. Independente quanto às conveniências do príncipe. Sai da esfera estatal e ingressa no domínio do interesse público.
A sanção desse propósito público veio com a parceria do wikileaks com cinco dos maiores jornais da imprensa escrita que reproduziram seus papers: The New York Times, The Guardian, El País, Le Monde e Der Spiegel.
No admirável mundo novo, em que vivemos, penso que estamos diante de mais uma forma de jornalismo. Que se adita às demais. Com o tempo, veremos como ela se ajusta na convivência múltipla com os outros meios.
De qualquer modo, é mais uma modalidade de organização da sociedade. Em defesa da transparência e da informação democrática.
* Texto de Luiz Otavio Cavalcanti

Os filhos empresários de Lula

Informam José Ernesto Credendio e Andreza Matais na Folha:
Dois dos filhos do presidente Lula, Fábio Luís e Luís Cláudio, abriram em 16 de agosto deste ano duas holdings -sociedades criadas para administrar grupos de empresas-, a LLCS Participações e a LLF Participações. Ao final de oito anos de mandato do pai, Lulinha e Luís Cláudio figuram como sócios em seis empresas. A Folha constatou, porém, que apenas uma delas, a Gamecorp, tem sede própria e corpo de funcionários. Seu faturamento em 2009 foi de R$ 11,8 milhões, e seu capital registrado é de R$ 5,2 milhões. Ela tem como sócia a empresa de telefonia Oi, que controla 35%. As demais cinco empresas não funcionam nos endereços informados pelos filhos de Lula à Junta Comercial de São Paulo. São, por assim dizer, empreendimentos que ainda não saíram do papel.
As seis empresas dos filhos de Lula atuam ou se preparam para atuar nos ramos de entretenimento, tecnologia da informação e promoção de eventos esportivos. São segmentos em alta na economia, que ganharam impulso do governo federal -Lula, por exemplo, foi padrinho das candidaturas vitoriosas do Brasil para organizar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Na maioria desses negócios, Lulinha e Luís Cláudio têm como sócios pessoas próximas de Lula. Um dos mais novos empreendimentos da dupla, a holding LLCS, por exemplo, foi registrada no endereço da empresa Bilmaker 600, na qual os dois não têm participação societária.
(…)
Comento: Pois é… A classe operária foi ao paraíso numa espantosa velocidade. Também nesse caso se percebe que FHC e Lula são muito diferentes. Quando o tucano chegou à Presidência, seus netos eram herdeiros de banco — o então Banco Nacional. Quando ele deixou o cargo, seus descendentes eram “sem-banco”. A instituição havia quebrado, e o governo não moveu uma palha para salvá-lo.
Com os Lula da Silva, a coisa é diferente. Lidam com a, digamos, “carreira” muito melhor do que o pai lidava com o torno. Lulinha era monitor de jardim zoológico quando o pai chegou ao poder. Oito anos depois, é esse potentado — certamente mais rico do que os netos de FHC!
*Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Diz-me com quem andas...


Do blog Coturno noturno:
Lula com Collor. Com Severino do Mensalinho. Com Zé do Mensalão. Com Arruda Mensaleiro. Onde tem Mensalão, tem Lula abraçado. Com Ahmadinejad, o Amigo Atômico. Com o Honorável Bandido. Com a Matilde, Precurssora do Cartão Corporativo. Com a Erenice que também "ajudou" os filhos. Dobrando os joelhos para Chávez, o grande líder latino-americano da década. Com Renan. Com Fidel, comemorando o fim do Zapata. Com o Vaccari, tesoureiro do PT e da Bancoop. E com os agressores de José Serra.

Tchau, porco!

"Foi gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise, quando eles sabiam tudo para resolver os problemas da crise brasileira, da crise da Bolívia, da crise da Rússia, da crise do México", afirmou Lula nesta quarta-feira na Bahia, em sua última viagem oficial como presidente.
Na história, nada é mais gostoso do que ver um miserável acabar o prazo de validade.  Poder dizer: tchau, porco imundo! E a pensar que teve uma gentalha que ainda achou que um  certo suíno barbudo merecia o Prêmio Nobel da Paz ou ser o Secretário-Geral da ONU. Este imbecil recalcado sempre foi um poço de ódio. No mundo, quem é respeitado é o Brasil por causa dos brasileiros. Jamais por causa dele. Ele é apenas aquele novo rico endinheirado que todos aturam as grossuras e a estupidez porque está dando lucro, mas que ninguém convida para a sua casa ou para uma partida de golfe. Perdendo o cargo,  este ser desprezível vai voltar a ser apenas aquele bosta que, no fundo, sempre foi. Um bosta sem os 3 C indispensáveis para um grande líder: cultura, caráter e coragem. Tchau, porco!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Nem tudo está perdido: José Genoíno está querendo se matar

Desde que soube do resultado das eleições e viu que os paulistas preferiram eleger candidatos como Tiririca e Maluf o falso guerrilheiro Genoíno, anda cabisbaixo, deprimido, com cara de poucos amigos. Não se conforma com a nova situação de ostracismo, logo ele, que já teve tarefas importantes, como administrar o mensalão e importar dólares em cuecas para o Ceará.
*The passira news

OI beneficia empresa deficitária de filho de Lula

Foto-montagem: Revista Veja
De Andreza Matais, José Ernesto Credendio e Sheila D"amorim, na Folha de São Paulo:
Quatro anos depois de se associar à gigante de telefonia Oi, a Gamecorp, empresa que tem entre seus sócios um filho do presidente Lula, acumulou prejuízo de R$ 8,7 milhões até 2009 e dívidas que somam mais de R$ 5 milhões.
Mesmo assim, o negócio administrado por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, continua recebendo investimentos da Oi e atraindo sócios.
Desde 2007, a Oi -então Telemar, uma concessionária de serviço público que recebeu uma série de incentivos do governo Lula- aumentou em 28% o aporte na empresa, contra inflação acumulada de 11%.
O negócio é alvo de investigação da Polícia Federal, até hoje inconclusa.
A Oi fechou 2009 com prejuízo de R$ 436 milhões.
Como a Folha revelou ontem, Lulinha e outro filho do presidente Lula, Luís Cláudio, criaram duas holdings neste ano. Os dois são sócios em seis empresas.
Quando o pai subiu a rampa do Planalto, em 2002, eles eram estagiários.
Com BNDES e fundos de pensão como principais acionistas, a Oi é a única grande cliente da Gamecorp, que faz conteúdo para TV veiculado pela OiTV e pela Sky -que não tem a tele como sócia.
Segundo o balanço de 2009, a Oi pagou à Gamecorp R$ 3,6 milhões por "comercialização de serviço". Dois anos antes, o valor destinado para a mesma rubrica tinha sido de R$ 2,8 milhões.
O balanço da Gamecorp registrou lucro de R$ 646 mil em 2009, mas, apesar disso, a dívida não foi abatida. Ao contrário, subiu, tendência que se mantém desde os primeiros balanços.
O aumento no aporte da Oi ocorreu durante o polêmico negócio que transformou a operadora na maior empresa do setor de telecomunicações do país graças à ajuda do governo e sob suporte de empréstimos no BNDES.
Sob o argumento de criar uma "supertele nacional", o governo Lula alterou as regras do setor para viabilizar a fusão com a Brasil Telecom.
Em 2010, o governo já tomou ao menos três decisões que beneficiam a telefônica. Entre elas, a de adiar para maio de 2011 o novo plano de metas para as operadoras -que, mantido o prazo original, forçaria a Oi, endividada, a fazer investimentos.
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) liberou o mercado de TV a cabo para as teles. A Oi foi a única beneficiada, por ter capital majoritariamente nacional, precondição para a atuação nesse setor.
A agência decidiu também incluir mais um dígito nos celulares em São Paulo para aumentar os números disponíveis para venda, o que ampliou a possibilidade de entrada da Oi nesse mercado.
PARCERIA
Em 2007, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) decidiu multar a Oi porque a empresa não apresentou voluntariamente notificação sobre a injeção de recursos na Gamecorp.
A parceria Oi-Gamecorp começou em 2005, quando a operadora aumentou o capital da empresa em R$ 2,7 milhões e pagou R$ 2,5 milhões pela exclusividade dos serviços. Em 2006, injetou outros R$ 5 milhões.
A Oi acompanha de perto os negócios da Gamecorp. Em 2007, nomeou o executivo Marco Schroeder como conselheiro da empresa.
Em 2008, Lulinha esteve com sócios na sede da Portugal Telecom para falar sobre a entrada dos estrangeiros na Oi. A comitiva estava com o conselheiro da Anatel José Zunga Alves de Lima, que é amigo de Lula.
NOVOS SÓCIOS
Mesmo com dívidas e compromissos que superam o valor dos créditos e bens, a Gamecorp também atraiu como sócio Jonas Suassuna, dono do Gol Grupo, conglomerado que atua em diversos segmentos e vende livros didáticos a governos.
Parente do ex-senador Ney Suassuna, Jonas fez fortuna com venda de CDs da Bíblia gravados por Cid Moreira. Em 2007, investiu R$ 1,35 milhão na Gamecorp.
Sobre ter investido num negócio deficitário, disse que é um "mercado que tem dinâmica de maturação lenta, gerando resultados financeiros de médio e longo prazos".
Lulinha assumiu a presidência da empresa, no lugar de José Roberto De Raphael, casado com Adriana Diniz, filha de Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar.

Quem chora não mama mais...

Charge Regi, via amazonas em tempo
Com saudades da mamata que teve dirante oito anos, sem precisar trabalhar, só tocando o arco do jeito que o antecessr deixou e torrando dinheiro em propaganda pessal, Lula da Silva se despede do cargo em prantos.
Chora onde chega e por qualquer motivo. Está claro que isso não é emoção gratuita. É o fato de ter tentado plantar um mandato sem limites e não haver consequido "chavinizar" o Brasil.
Fez sua sucessora, é certo, com a luxuosa ajuda dos ricos e poderosos, a quem beneficiou de forma desregrada, com o apoio dos pobres a quem enganou a todo tempo, da imprensa a quem comprou com os dez bilhões torrados em propaganda, e da oposição burra, incompetente e irresponsável que temos neste país.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Zé Dirceu, o "cumpanhêro" sempre presente

Dirceu, o quadrilheiro que nunca saiu do Planalto
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula fez uma reunião de despedida, no Palácio da Alvorada, com todos os ministros e ex-ministros, dos seus oito anos de governo, inclusive aqueles que saíram açoitados por corrupção. Cinicamente todos compareceram, mas a estrela do show foi José Dirceu, citado duas vezes pelo presidente, merecedor de aplausos e aclamação, como se fora um pop star criminoso numa reunião de mafiosos. Parece-nos estranho, suspeito e assustador que Lula e Dilma façam questão de demonstrar publicamente tanta intimidade com José Dirceu.
O Globo registrou que “depois da solenidade, Dirceu foi um dos poucos que subiram para o terceiro andar com Lula e a presidente eleita, Dilma Rousseff. Perguntado sobre como se sentia ao estar voltando ao Planalto, deu uma grande gargalhada e respondeu:

FHC no Manhattan Connection


Programa apresentado em 26.12.2010, no Canal GNT

Lula e o assalto final

Durante a semana noticiou-se que a mudança do presidente, do planalto para um endereço incerto em São Paulo, ocupou inicialmente 11 caminhões da empresa Granero. Com a desculpa de que o material seria para montar uma fundação, levaram móveis, quadros e uma adega de vinhos e uísque comprada com dinheiro público. Muita coisa, porém ainda falta ser levada, enquanto outras, vão sendo deixadas propositalmente para trás
Ao alardearam que o fretamento de 11 caminhões da Granero, custeados pelos contribuintes, estavam levando a mudança de Lula, de Brasília, esqueceram de comentar que o presidente sindicalista, chegou com Dona Marisa, oito anos atrás, puxando apenas uma cachorrinha manca. Todos os seus teréns cabiam num fusca emprestado. Os pertences cresceram proporcionalmente a inexplicável fortuna amealhada pelo operário Luís Inácio Lula da Silva, descendentes, amigos e comparsas.
Oficialmente o presidente estaria levando apenas quinquilharia, algo em torno de 350m³, que inclui 355 mil correspondências, 9 mil fotos e vídeos, 8 mil quadros e peças de artesanato, 14 mil bilhetes e falam até de 287 mil emails (?).
A presidência vai pagar por essa mudança a bagatela de R$ 500 mil, incluindo embalagem e transporte Brasília – São Paulo, tecnicamente para compor o futuro acervo do Instituto Lula, que funcionará na capital paulista.
Por indiscrição da transportadora, descobriu-se no pacote está incluso um caminhão climatizado para levar a adega do presidente, com garrafas de vinho, uísque e outras bebidas e que o processo inclui embalagens especiais para transportar roupas e "miudezas em geral", além de quadros, tapetes, estátuas e "peças especiais em cristais".
Ninguém sabe se o presidente comprou do próprio bolso essas coisas todas; se ganhou de fãs, ou se simplesmente está levando do Palácio da Alvorada as baixelas, cristais e louças, como se fossem de sua propriedade.
Claro que de tudo que foi afanado nesses oito anos de governo, isso parece irrisório, mas não é. Vê-se que até na última hora o Presidente Lula sente-se muito à vontade em transformara bens públicos em privado.
Mais o pior de tudo mesmo, é o que o presidente está deixando para trás. Aquele lixo que sempre fica abandonado nos imóveis depois da mudança. Lula está deixando uma latente ameaça de tentar voltar em 2014, um estilo de governar que premia e perdoa os corruptos, uma dívida pública desmedida e uma inflação latente, com riscos de descontrole.
Mais o maior de todos os resíduos deixando por Lula será uma mala intragável conhecida por Dilma Rousseff.
Em tempo: comenta-se que a Granero reservou, para o dia da passagem da presidência, mais três carretas para conduzir o ego, a prepotência e imodéstia de Lula. Vão ser insuficientes.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Uma presidenta descartável?

De Guilherme Fiuza, na revista Época:
Dilma, o contratempo
Deu tudo certo no Plano Dilma, com exceção de uma palavra que anda incomodando seus artífices: Dilma.A prorrogação da DisneyLula em direção ao infinito está funcionando bem. A vitória eleitoral relativamente fácil renovou o oxigênio dessa formidável máquina de ocupação do Estado pelo exército de companheiros. O PT e seus sócios de vida fácil estão, porém, apreensivos com o futuro do paraíso estatal sem a mística do filho do Brasil. Inventar Dilma e colocá-la na Presidência foi uma jogada de mestre. O único inconveniente é que agora ela vai ter que governar. Serão quatro anos de exaustiva ginástica para não desmanchar o fetiche do Padre Cícero do ABC. Esse contratempo vinha sendo bem dissimulado nos três anos que Dilma passou em campanha eleitoral. Agora o PT rasgou a fantasia.
O porta-voz da sinceridade foi o escudeiro Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, escalado para manter a encarnação do chefe no palácio – agora como secretário-geral da presidenta. Perguntado sobre a possibilidade da volta de Lula ao posto em 2014, ele mandou às favas o teatro em torno do primeiro governo feminino do Brasil: “Num cenário de a Dilma fazer um governo bom, é evidente que ela vai à reeleição. Se houver dificuldades e ele (Lula) for a solução para a gente ter uma vitória, ele pode voltar.” É comovente o acesso de franqueza. Até os eufemismos habituais sobre um novo governo promissor, ou mesmo as evasivas sobre a impossibilidade de prever o futuro, sumiram de cena. Sem meias-palavras, o porta-voz do messias já fala abertamente em sua volta, mediante a hipótese de Dilma fazer besteira.
É antropologicamente interessante ver o discurso do triunfalismo feminista girar 180 graus para o pragmatismo fisiológico. Nunca é tarde para se dizer a verdade. Antes mesmo de largar o osso, Lula é lançado candidato para 2014 pelos companheiros que já cogitam as “dificuldades” do governo Dilma.O país assistirá a uma batalha interessante daqui para frente: a luta do fisiologismo contra o fisiologismo do B. Como é voraz, essa nova elite nacional.

"Lula não larga o osso?"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em entrevista a uma TV que poderá se candidatar novamente ao cargo, uma declaração que pode enfraquecer sua sucessora eleita, Dilma Rousseff.

Cadê a refinaria de Suape?

Volta e meia a imprensa pernambucana estampa em suas manchetes de primeira página fotos relativas aos empreendimentos que estariam sendo implantados no Porto de Suape, porém até agora, sabe-se lá por quais motivos, ainda não consegui ver uma foto panorâmica mostrando a situação em que se encontram as obras da tal Refinaria General Abreu e Lima, cuja pedra fundamental foi espalhafatosamente lançada em 2005, e que até hoje, cinco anos depois, ainda estaria na fase de terraplanagem (vai acabar no "Guinness Book", como a terraplanagem mais demorada da história). Na verdade, a foto não é mostrada, pelo simples motivo de que nossa imprensa, refém dos Governos Federal, Estadual e Municipal, por conta da dependência financeira das fortunas gastas por nossos governantes em propaganda, preferem ficar "na moita", apelando para a auto censura, como forma de não perder a "boquinha" das verbas publicitárias. O desafio fica aqui! Quero ver se algum jornalista terá a coragem de, confrontando seus patrões, "encarar essa parada". Triste país, esse Brasil Tiririca, no qual a imprensa, depois de resistir até mesmo aos censores da ditadura militar, deixaram-se "montar" pelos censores modernos, que ao contrário dos "gorilas" dos anos de chumbo, que recorriam para a violência pura e simples, apelam agora para o "jeitinho", fazendo vergonhosas barganhas, ao ofertar "montanhas" de verbas publicitárias, em troca do imoral silêncio quanto as mazelas cometidas e/ou elogios superlativos para feitos absolutamente corriqueiros. É assim que a coisa funciona! Alguém tem dúvida?
*Júlio Ferreira - Recife - PE
E-mail: julioferreira.net@gmail.com
Blog: http://www.ex-vermelho.blogspot.com/

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O que elles falaram...

Ensaiando o álibi
“Tudo aquilo que houver acordo de líderes, e for construído consenso para votação na Câmara, será incluído na pauta”.
Marco Maia, presidente da Câmara, ensaiando em dilmês vulgar o que dirá quando for votado o reajuste salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal, seguido de mais um aumento estratosférico no salário dos deputados e senadores.
Tudo explicado
“O critério é o fomento do turismo e das atividades culturais do Distrito Federal e Região do Entorno, duas áreas que se relacionam geográfica, cultural e economicamente”.
Gim Argello, deputado da base alugada, setor PTB, guichê do Distrito Federal, ainda em liberdade, ao revelar quais são os critérios usados para a aprovação de uma emenda parlamentar, explicando que só renunciou ao cargo de relator do Orçamento por agir estritamente dentro da lei.
Tudo igual
“O Ciro não tem moral para falar do PMDB”.
Valdir Raupp, senador da base alugada, setor PMDB, guichê de Rondônia, insinuando que não vê diferenças entre o PSB de Ciro Gomes e o partido a que pertence, qualificado pelo indócil parlamentar cearense de “ajuntamento de assaltantes”.
Brasil Maravilha (22)
“Comida na mesa, carteira assinada, crianças na escola, vida no rumo. Estamos vivendo o Brasil de todos”.
Campanha publicitária encomendada pelo governo federal por R$ 20 milhões para comemorar o nascimento do Brasil Maravilha, que só será visto pela população se conseguir fugir do cartório.
Advogado do diabo
“Vi casos que considerei decisões injustas. E cito um caso com tranquilidade, porque a pessoa não é da minha corrente política, que é o do José Dirceu. Eu analisei o caso, e ele foi condenado pela Câmara sem prova, foi uma condenação política. Afirmei na época, afirmo hoje e voltarei a afirmar depois. E não falo como petista, mas como advogado e professor de direito”.
José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça e um dos três porquinhos de Dilma Rousseff, ao analisar o escândalo do mensalão, informando que, por ser um jurista isento, enxerga um inocente injustiçado onde o procurador-geral da República e a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal viram um chefe de quadrilha.
Oposição a favor (5)
“Oposição? Afasta de mim esse cálice”.Teotônio Vilela Filho, governador reeleito de Alagoas pelo PSDB, explicando que foi escolhido pela oposição para apoiar o governo.
A lei mudou
“Nem me lembro de ter feito essa ligação. Se fiz, foi só essa”.
Pedro Novais, promovido a ministro do Turismo aos 80 anos por vontade de José Sarney, flagrado em suspeitíssimas conversas telefônicas com Fernando Sarney, explicando que só se pode acusar alguém de tráfico de influência depois da segunda ligação.
A serviço da pátria (23)
“Falo com muitas pessoas no Maranhão sobre muitos assuntos, inclusive pedidos de prefeitos. Esse especificamente não me lembro. Eu sou do PMDB, nem sei quem é do PSB do Maranhão”.
Pedro Novais, promovido a ministro do Turismo aos 80 anos por vontade de José Sarney, flagrado em ligações telefônicas pela Polícia Federal pedindo ajuda a Fernando Sarney para livrar da cadeia Washington Oliveira, informando que nem conhece o prefeito de Bacuri.
“Admito que ele tenha me falado e que eu, eventualmente, posso até ter tocado no assunto”.
Pedro Novais, na mesma entrevista, informando que conhece o bandido de estimação Washington Oliveira “há vinte e tantos anos”
Começou bem
“Como o juiz local é uma pessoa ligada à Nelma, o prefeito me pediu para falar com você pra ver se você interfere no sentido de que o prefeito, que é o Washington, que votou em mim, tenha decisão favorável a ele”.
Pedro Novais, deputado da base alugada, setor PMDB, guichê do Maranhão, futuro ministro do Turismo por decisão da Madre Superiora, numa conversa telefônica interceptada pela Polícia Federal em 2008, pedindo a Fernando Sarney que acertasse com a tia Neuma Sarney, na época corregedora do Tribunal Federal do Maranhão, um jeito de livrar da cadeia o bandido de estimação Washington Oliveira, prefeito de Bacuri, em mais de uma prova de que o governo federal terá a voz de Dilma Rousseff, a cara de Lula e a cabeça de José Sarney.
Novilíngua companheira
“Se você somar todos os presidentes da República, ninguém investigou o tanto que nós investigamos. Nós prendemos policiais federais, prendemos mais de 1.500 servidores públicos. Tenho dito publicamente. Só tem um jeito de você não ser molestado. É você andar na linha”.
Lula, sem explicar por que ninguém continua na cadeia, ensinando que, na novilíngua companheira, “andar na linha” quer dizer “ser bandido de estimação do presidente, companheiro ou parceiro da base alugada”.
*Por Augusto Nunes

Falta mais gente no cárcere perpétuo

O ex-general e ditador argentino (1976-1981) Jorge Rafael Videla durante seu julgamento, na quarta-feira (22). Ele foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de 31 opositores e por outros crimes contra a humanidade.
Ora essa, e o que estão esperando para julgar Fidel e Raul Castro pelo fuzilamento de mais de 70 mil inocentes cubanos?
Por quê não os condenam, por ter escravizado os pobres sobreviventes que vivem em regime de fome na ilha-cárcere há meio século?

Carta de Lula ao papai noel

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A tragédia do PAC que a imprensa brasileira omitiu

Tragédia na OBRA do PAC no Porto do CHIBATÃO, em MANAUS-AM. Obra mal feita, com pressa, eivada de intenções eleitoreiras.
Pela dimensão do ocorrido, é inexplicável a não divulgação! Os prejuízos foram colossais.
 O fato ocorreu em 17 de outubro passado. Houve mortos e feridos. Cadê a repercussão? Cadê a mídia? Parece até que foi apenas um pequeno acidente... é que, entre outras considerações, ocorreu em período de eleições. Enquanto a midia depender de verbas de propaganda governamentais a imprensa não será livre no país. E isto não ocorre só aqui no Brasil, nos Estados Unidos é a mesma coisa. Em plena campanha eleitoral para o segundo turno o governo permitiria a divulgação?
Uma obra da mãe do PAC...

Herói sem nenhum caráter

No Estadão:
Lula jamais protestou contra o monopólio da imprensa pelo governo cubano e nunca deu um passo à frente para pedir pelo direito à expressão dos dissidentes no Irã. Ele sempre ofereceu respaldo aos arautos da ideia de cerceamento da liberdade de imprensa no Brasil. Mas é incondicional quando se trata de Julian Assange: "Vamos protestar contra aqueles que censuraram o WikiLeaks. Vamos fazer manifestação, porque liberdade de imprensa não tem meia cara, liberdade de imprensa é total e absoluta."
Assange é um estranho herói. No Brasil, o chefe do WikiLeaks converteu-se em ícone da turba de militantes fanáticos do "controle social da mídia" e de blogueiros chapa-branca, que operam como porta-vozes informais de Franklin Martins, o ministro da Verdade Oficial. Até mesmo os governos de Cuba e da Venezuela ensaiaram incensá-lo, antes de emergirem mensagens que os constrangem. Por que os inimigos da imprensa independente adotaram Assange como um dos seus?
A resposta tem duas partes. A primeira: o WikiLeaks não é imprensa - e, num sentido crucial, representa o avesso do jornalismo.
O WikiLeaks publica - ou ameaça publicar, o que dá no mesmo - tudo que cai nas suas mãos. Assange pretende atingir aquilo que julga serem "poderes malignos". No caso de tais alvos, selecionados segundo critérios ideológicos pessoais, não reconhece nenhum direito à confidencialidade. Cinco grandes jornais (The Guardian, El País, The New York Times, Le Monde e Der Spiegel) emprestaram suas etiquetas e sua credibilidade à mais recente série de vazamentos. Nesse episódio, que é diferente dos documentos sobre a guerra no Afeganistão, os cinco veículos rompem um princípio venerável do jornalismo.
A imprensa não publica tudo o que obtém. O jornalismo reconhece o direito à confidencialidade no intercâmbio normal de análises que circulam nas agências de Estado, nas instituições públicas e nas empresas.
A ruptura do princípio constitui exceção, regulada pelo critério do interesse público. Os "Papéis do Pentágono" só foram expostos, em 1971, porque evidenciavam que o governo americano ludibriava sistematicamente a opinião pública, ao fornecer informações falsas sobre o envolvimento militar na Indochina. A mentira, a violação da legalidade, a corrupção não estão cobertas pelo direito à confidencialidade.
Interesse público é um conceito irredutível à noção vulgar de curiosidade pública. Na imensa massa dos vazamentos mais recentes, não há novidades verdadeiras. De fato, não existem notícias - exceto, claro, o escândalo que é o próprio vazamento. A leitura de uma mensagem na qual um diplomata descreve traços do caráter de um estadista pode satisfazer a nossa curiosidade, mas não atende ao critério do interesse público. O jornalismo reconhece na confidencialidade um direito democrático - isto é, um interesse público. O WikiLeaks confunde o interesse público com a vontade de Assange porque não se enxerga como participante do jogo democrático. É apenas natural que tenha conquistado tantos admiradores entre os detratores da democracia.
Há, porém, algo mais que uma afinidade ideológica, de resto precária. A segunda parte da resposta: os inimigos da liberdade de imprensa torcem pelo esmagamento do WikiLeaks por uma ofensiva ilegal de Washington.
No Irã, na China ou em Cuba, um Assange sortudo passaria o resto de seus dias num cárcere. Nos EUA, não há leis que permitam condená-lo. As leis americanas sobre espionagem aplicam-se, talvez, ao soldado Bradley Manning, um técnico de informática, suposto agente original dos vazamentos. Não se aplicam ao veículo que decidiu publicá-los. A democracia é assim: na sua fragilidade aparente encontra-se a fonte de sua força.
O governo Obama estará traindo a democracia se sucumbir à tentação de perseguir Assange por meios ilegais. O WikiLeaks foi abandonado pelos parceiros que asseguravam suas operações na internet. Amazon, Visa, PayPal, Mastercard e American Express tomaram decisões empresariais legítimas ou cederam a pressões de Washington? A promotoria sueca solicita a extradição de Assange para responder a acusações de crimes sexuais. O sistema judiciário da Suécia age segundo as leis do país ou se rebaixa à condição de sucursal da vontade de Washington? Certo número de antiamericanos incorrigíveis asseguram que, nos dois casos, a segunda hipótese é verdadeira. Como de costume, eles não têm indícios materiais para sustentar a acusação. Se estiverem certos, um escândalo devastador, de largas implicações, deixará na sombra toda a coleção de insignificantes revelações do WikiLeaks.
A bandeira da liberdade nunca é desmoralizada pelos que a desprezam, mas apenas pelos que juraram respeitá-la. Assange não representa a liberdade de imprensa ou de expressão, mas unicamente uma heresia anárquica da pós-modernidade. Contudo, nenhuma democracia tem o direito de violar a lei para destruir tal heresia. A mesma ferramenta que hoje calaria uma figura sem princípios servirá, amanhã, para suprimir a liberdade de expor novos Guantánamos e Abu Ghraibs.
"Vamos fazer manifestação, porque liberdade de imprensa não tem meia cara, liberdade de imprensa é total e absoluta." Lula não teve essa ideia quando Hugo Chávez fechou a RCTV, nem quando os Castro negaram visto de viagem à blogueira Yoani Sánchez que lançaria seu livro no Brasil. Não a teve quando José Sarney usou suas conexões privilegiadas no Judiciário para intimidar Alcinéa Cavalcante, uma blogueira do Amapá, ou para obter uma ordem de censura contra O Estado de S. Paulo. Ele quase não disfarça o desejo de presenciar uma ofensiva ilegal dos EUA contra o WikiLeaks. Sob o seu ponto de vista, isso provaria que todos são iguais - e que os inimigos da liberdade de imprensa estão certos.
Alguém notou um sorriso furtivo, o tom de escárnio com que o presidente pronunciou as palavras "total e absoluta"?
*Texto de Demétrio Magnoli, Sociólogo, doutor em geografia humana pela USP

Bispo recusa comenda do Senado

Uma solenidade de entrega de comenda no Senado terminou em constrangimento para os parlamentares que estavam em plenário.Em protesto contra o reajuste de 61,8% concedido a deputados e senadores na semana passada, o bispo de Limoeiro do Norte (CE), dom Manuel Edmilson Cruz, recusou-se a receber a Comenda dos Direitos Humanos Dom Hélder Câmara.
Em discurso, ele destacou a realidade da população mais carente, obrigada a enfrentar as filas dos hospitais da rede pública. “Não são raros os casos de pacientes que morreram de tanto esperar o tratamento de doença grave, por exemplo, de câncer, marcado para um e até para dois anos após a consulta”.
Ao recusar a comenda, o bispo foi taxativo: “A comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi dom Hélder Câmara. Desfigura-a, porém. De seguro, sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la”. Nesse momento, quando a sessão era presidida por Inácio Arruda (PCdoB-CE), autor da homenagem, o público aplaudiu a decisão.
Após a recusa formal, o bispo cearense acrescentou que “ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho”. Ele acrescentou que o reajuste dos parlamentares deve guardar sempre “a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e o da aposentadoria”.
Dom Edmilson Cruz afi rmou que assumia a postura “com humildade, sem a pretensão de dar lições a pessoas tão competentes e tão boas”.Diante da situação criada, o senador José Nery (PSOL-PA) cumprimentou o bispo pela atitude considerada “coerente” com o que pensa.
Entendemos o gesto, o grito e a exigência de dom Edmilson Cruz que, em sua fala, diz que veio aqui, mas recusará a comenda. Tambémexige que o Congresso Nacional reavalie a decisão que tomou em relação ao salário de seus parlamentares”, acrescentou o senador paraense.
O protesto contra o reajuste dos parlamentares não se resumiu, no entanto, à manifestação do bispo. Cerca de 130 estudantes secundaristas e universitários de Brasília foram barrados na entrada principal do Congresso quando preparavam-se para protestar contra a decisão tomada na semana passada pelos parlamentares.
*Da Agência O Globo

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O totalitarista mostra a cara

Ainda há quem se pergunte por que Lula e os petistas se queixam tanto da imprensa no Brasil, e planejam inclusive amordaçá-la, como demonstra o PNDH-3. Pois aí está a resposta. Para Lula, imprensa boa é a que existe em... Cuba e na China! Ou seja: para ele, imprensa boa é imprensa nenhuma! Não me recordo de ter visto confissão maior de amor ao totalitarismo do que essa.
Há dois dias, Lula da Silva fez um discurso em que se mostrou publicamente solidário com o dono do Wikileaks, Julian Assange. Disse que era um absurdo ninguém na imprensa brasileira estar defendendo o sujeito, que está preso por estupro, e considerou sua prisão um "atentado à liberdade de expressão". Escrevi um texto a respeito. Agora, o Apedeuta vem reforçar ainda mais meus argumentos.
Há oito anos o Brasil é governado por um comediante, um animador de auditório deslumbrado com o poder que acha que o fato de ser popular lhe dá o direito a fazer e dizer o que quiser. Ele é o comediante, mas os palhaços são os que o elegeram e o apóiam.
Termino com duas frases, que Lula certamente desconhece:
"Imprensa que se preze é sempre do contra; o resto não passa de armazém de secos e molhados" (Millôr Fernandes)
"Se me perguntarem se prefiro um governo sem imprensa livre ou imprensa livre sem governo, respondo que prefiro a segunda opção" (Thomas Jefferson)

Governo federal do PT confessa que prejudicou intencionalmente o governo Yeda

Yeda, teve seu governo e imagem prejudicados por interferência do governo federal
O presidente Lula concordava, a nova presidente, Dilma Roussef, também, e o próprio ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, era favorável, mas até ser eleito o sr. Tarso Genro, o governo federal travou guerra aberta com o governo gaúcho e anunciou que não aceitaria a devolução das estradas estaduais pedagiadas.
. Só agora o ex e próximo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, confessa que estava a serviço da campanha eleitoral do PT e do sr. Tarso Genro no RS. Foi o que ele disse nesta quinta-feira em Brasília (clique aqui para ler a entrevista do jornal O Pioneiro, de Caxias).
. Em Porto Alegre, no mesmo dia, quinta, o atual ministro, Paulo Passos, sentou com Tarso Genro e com o futuro secretário de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, para replicar Alfredo Nascimento:
- Trata-se (o ato da governadora Yeda Crusius) de um ato juridicamente perfeito. A indenização às concessionárias, que alegam desequilíbrios provocados por atos do poder concedente, será paga.
. Ao responder por que mentiu antes e reconhece o acerto dos atos praticados por Yeda Crusius, o ex-ministro Alfredo Nascimento avisou:
- O PT é o Partido do governo federal e facilita muito.
. O governo gaúcho só devolveu as estradas pedagiadas (sete pólos rodoviários, integrados por estradas estaduais e federais) porque o governo do PT interferiu na proposta que Yeda encaminharia para a Assembléia, intitulado Duplica RS, pelo qual as concessionárias concordavam em investir R$ 1 bilhão novos nos pólos, abririam mão da indenização de R$ 500 milhões já concedida em juízo e reduziriam as tarifas, em troca da extensão dos contratos.
. O que ocorreu foi uma violação ao princípio republicano e ao pacto federativo. O governo Lula interferiu abusivamente nas eleições do RS, prejudicou o povo gaúcho e este seu tardio reconhecimento, configura que houve um estelionato eleitoral no Estado.

Palavras são palavras?

Rumo aos 100%:
“Aécio, conta comigo para ir atrás dos 7% que não aprovam você lá em Minas Gerais. Vamos encontrar esses caras e dar umas porradas neles!”.
Lula
, na festa de entrega do prêmio Os Brasileiros do Ano, revelando a Aécio Neves o método que pretende usar para chegar a 100% de popularidade (ou 103%, se a margem de erro oscilar para cima).
Cada vez pior:
“Obrigaduuu”.
Tiririca
, ao imitar o cantor Fábio Jr. depois de ovacionado na cerimônia de diplomação dos deputados federais, confirmando que, no Brasil, a coisa sempre pode piorar.
Democracia cara:
“O aumento é o custo da democracia”.
Guilherme Uchoa
, presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, explicando que, depois do aumento milionário para deputados federais, senadores, presidente, ministros e afins, os deputados estaduais também fazem questão de embolsar em dinheiro o preço da democracia.
Letra de tango:
“Nós a esperamos com muito afeto e carinho e também com muito amor”.
Cristina Kirchner
, para Dilma Rousseff, informando com a primeira pessoa do plural que Néstor estará presente em espírito ─ ou fisicamente, se o companheiro Lula resolver presenteá-la com mais um milagre.
É muita coragem:
“A Justiça desse país, graças a Deus, é uma das coisas que funciona bem e com muita coragem”.
Paulo Maluf
, deputado federal eleito, admitindo que, para funcionar tão bem a seu favor, a Justiça precisa ter muita coragem.
Coração de censor:
“Sou jornalista, filho de jornalista, me criei num ambiente de liberdade de imprensa. Para mim, a liberdade de imprensa não é questão de circunstância, vem da alma”.
Franklin Martins
, ministro da Comunicação Social, explicando que, embora a alma implore pela liberdade de imprensa, o coração que bate mais depressa quando vê Fidel Castro ordenou à cabeça que lute pelo controle social da mídia.
Governador doidão (2):
“Chega de demagogia e hipocrisia. É isso que me deixa impressionado. Para ter o jogo é só estabelecer regras rígidas e controle. Essa verba arrecadada poderia beneficiar muita gente e gerar empregos”.
Sérgio Cabral
, governador do Rio, depois de declarar-se a favor da legalização da maconha e do aborto, agora empenhado em eleger-se Homem sem Visão de janeiro com a bandeira da liberação do bingo.
Governador doidão:
“Como diria o grande Mário de Andrade, são as coisas do Brasil: a saúva, a jabuticaba… Francamente, temos problemas sérios, muito maiores, quando o jogo se torna ilegal. Então deixo essa reflexão natalina para vocês e para o ano de 2011, com menos hipocrisia e mais vida como ela é”.
Sérgio Cabral
, ao defender a liberação da jogatina depois de propor a legalização do aborto porque todo mundo teve uma namoradinha que já fez, enfiando no mesmo balaio Mário de Andrade, a saúva e a jabuticaba para que os brasileiros reflitam durante o Natal sobre os governadores que andam elegendo.
Oposição a favor (4):
“Sempre tive uma boa relação com o presidente Lula. Com a presidente Dilma tenho certeza de que não será diferente”.
Teotônio Vilela Filho
, anfitrião do encontro dos governadores tucanos em Alagoas, ensinando que a oposição oficial deve estar sempre a favor do presidente da República.
Enganando o camburão:
“A imprensa vai receber isso aqui, cada editor de política vai receber, cada editor de economia deve receber, eu quero que todo mundo receba para as pessoas perceberem o quanto eles perderam de cobrir coisas boas do governo”.
Lula
, na festa de batizado do Brasil Maravilha, ao prometer enviar o balanço dos oito anos de governo aos editores de política e economia, decepcionando os editores de polícia com a informação de que não entraram no papelório as confissões da turma sobre o extraordinário acervo de escândalos federais produzidos desde 2003.
Manchete policial:
“Eu não vou falar nada, porque tudo que eu falo vira manchete”.
José Dirceu
, ainda em liberdade, de saída do Palácio do Planalto nesta quarta-feira, fingindo que nem desconfia de que, se falar tudo o que fez ou sabe, vira não só manchete como também caso de polícia, réu e presidiário.
Lulês em dilmês:
“Eu acredito no Brasil, acho que esse é o nosso momento e essa vai ser, sem dúvida nenhuma, a nossa década. Olharei para todos sem nenhuma distinção em relação à procedência política, visão de mundo, crença religiosa e time de futebol”.
Dilma Rousseff
, em sua quinta manifestação pública como presidente eleita, recitando em dilmês vulgar frases pinçadas da discurseira do chefe.

Conta outra, professor

“O Brasil tem um PIB superior a US$ 2 trilhões. E certamente a maior empresa do país é o estado. Estas pessoas precisam ganhar bem, até para ter tranquilidade para conduzir orçamentos bilionários e para evitar a tentação da corrupção”.

Eurico Figueiredo, coordenador de pós-graduação em ciência política da Universidade Federal Fluminense (UFF), ensinando que a cada aumento de salário dos pais-da-pátria é registrada uma queda no índice nacional de corrupção, indice este que talvez só ele acha que existe.

domingo, 19 de dezembro de 2010

O bisonho legado da primeira-dama

Disse Augusto Nunes: Marisa Letícia Lula da Silva será lembrada por ter ilustrado exemplarmente uma lição antiga: existe a ausência que preenche uma lacuna.
Augusto esqueceu de dizer o milagre que a primeira dama conseguiu fazer: Transformar-se, graças à evoluida medicina estética brasileira. Mudar o visual, com nosso dinheiro, claro! Afinal o maridão recebe dinheiro dos cofres públicos.
Com as imagens acima, esperamos nos despedir definitivamente desta figura que paira entre o brega e o caricato.
O Brasil não mereceria, acredito eu.... mas certos nativos apreciam o gênero.

sábado, 18 de dezembro de 2010

A morte da honra acadêmica

Quebrando todas as regras e passando por cima de todos os procedimentos normais, Mercadante obtém o título de doutor pela Unicamp.
Para mim ele nunca vai passar de mero " dotozinho", título mais adequado à dimensão do seu doutorado, e até para eu fazer justiça a todos os demais doutores pela Unicamp que realmente  se esfalfaram estudando e preparando suas teses , seguindo os regulamentos que, agora sei, servem só para os mortais comuns.
Meus pêsames à Unicamp....sua honra morreu.
* Mara Montezuma Assaf, por e-mail, via resistência democrática

Reforma agrária 50 anos depois

Com o agro-negocio houve a quebra de custo da alimentação no mercado interno. Antes uma familia brasileira gastava 48% de sua renda em alimentos e hoje gasta cerca de 20%. Aumento da produção de alimentos no país gerou uma redução nos preços, e é esta economia que permite às familias investir em bens de consumo duraveis e semi-duraveis. Isso só foi possivel  pelos aumentos impressionantes da produtividade e da produção no campo. Podemos homenagear o nosso produtor rural como herói. Produz 80% de todo suco de laranja em todo mundo, 40% de todo o café, 40% de todo açúcar exportado no mundo, 500 mil barril de etanol por dia e ainda tornou o Brasil o criador do maior rebanho bovino do mundo, o maiaor exportador de soja, o maior exportador de carne bovina, de frangos, e o segundo maior exportador de grãos.
Se não fosse a ousadia e firmeza de Plinio Corrêa de Oliveira, em enfrentar a onda agro-reformista, a partir dos anos 60, não haveria o que comemorar hoje no dia do agricultor. Seria um dia fúnebre como o da infeliz Cuba comunista.
As áreas de assentamentos da Reforma Agrária de 84 milhões de hectares, já é quase o dobro da área plantada de grãos pelos produtores rurais, que era apenas de 48 milhões de hectares em 2008. E maior do que se juntarmos as demais culturas, permanentes, como café, cítricos, frutas, florestas plantadas no total de apenas  77 milhões de hectares.
E o brilhante resultado acima descrito  foi obtido apesar de toda a perseguição estatal à propriedade privada. Os assentamentos de Reforma Agrária, pelo contrário, são tristes favelas rurais, dependentes em sua maioria da cesta básica e de bolsa familia para sobreviverem.
*Trechos da Introdução do Livro "Reforma Agrária 50 anos depois" de Dom Bertrand de Orleans e Bragança que dirige o movimento "Paz no Campo".

As mulheres da presidenta

“As mulheres estão preparadas para fazer serviços que antes só os homens faziam”,  repetiu Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral. E pelo menos algumas mulheres do PT fazem certos serviços melhor que qualquer marmanjo, informam as proezas consumadas pela própria presidente eleita e pelas três companheiras agrupadas na foto quando agiam juntas no Senado. Ao transformar Erenice Guerra em gerente-geral da Casa Civil, por exemplo, Dilma forneceu-lhe a gazua que provocou estragos suficientes para reduzirem a amadores os amigos José Dirceu e Valdomiro Diniz. A trinca que aparece na passarela confirma que a seleção feminina do PT está pronta para enfrentar de igual para o time que junta os piores do partido e da base alugada.
Acampada durante quatro anos no governo do Pará, Ana Júlia Carepa (à direita) superou até Jader Barbalho em todos os quesitos ─ do desmatamento da Amazônia à expansão do território dominado por grileiros bandidos, passando pela invenção das cadeias mistas, cujas celas chegam a abrigar 20 criminosos e uma menina de 15 anos presa por suspeita de furto. Despejada do palácio pelo eleitorado, aguarda uma vaga no ministério de Dilma Rousseff. Ideli Salvatti (centro) conseguiu o emprego de ministra da Pesca graças ao naufrágio da candidatura ao governo catarinense. A folha de serviços avisa que pode faltar pescado na Semana Santa.
Nesta quarta-feira, uma reportagem da Folha de S. Paulo confirmou que Serys Slhessarenko (à esquerda), impedida pelo PT de disputar a reeleição para o Senado, tem todos os defeitos necessários para reivindicar um gabinete no primeiro escalão.  Voraz como Gim Argello, destrambelhada como Ideli, inventiva como Ana Júlia, a relatora do Orçamento de 2011 também sabe mentir com a naturalidade de Dilma Rousseff. Há dois dias, jurou ignorar o que fazia Liane Muhlenberg. Leu hoje no jornal que sabia há oito meses das atividades da assessora que dirige uma ONG contemplada com verbas milionárias por parlamentares petistas.
Em abril deste ano, a Folha pediu à senadora mato-grossense que explicasse o generoso tratamento concedido ao Instituto de Pesquisa e Ação Modular (IPAM), comandado por Liane. “Busquei as informações e vimos que é tudo regular”, declarou Serys. Nesta segunda-feira, mudou bruscamente de rumo: “Eu desconhecia que ela tivesse qualquer relação com qualquer instituto”, disse sem ficar ruborizada. “Fui traída”. Não foi localizada nas últimas horas. Decerto está concentrada na divisão do bolo do Orçamento.
E ali continuará se os parlamentares da oposição não vocalizarem a indignação dos 44 milhões de brasileiros que rejeitaram a candidatura de Dilma Rousseff também para acabar com a roubalheira impune. O que há com os senadores oposicionistas, sobretudo os que estão deixando o Congresso, que não ouvem a grita do Brasil decente? O que faz um Artur Virgílio que não exige a imediata punição de Gim Argello? O que há com um Tasso Jereissati que aceita em silêncio a permanência de Serys Slhessarenko no cargo de relatora?
A renúncia do vampiro à gerência do banco de sangue não absolveu o fora-da-lei Gim Argello. A mentira contada pela raposa incumbida de proteger o galinheiro avisa que Serys espanca códigos morais com a mesma desenvoltura exibida nas agressões ao Código Penal. O governo perdeu a vergonha faz tempo. A oposição oficial está prestes a perder a confiança do Brasil que presta.
*Texto de Augusto Nunes

O vale-tudo do Cabral

Sérgio Cabral, determinado a ocupar o vácuo que Lula deixará quando encerrar o seu mandato, deu seqüência hoje ao estilo “deixa que eu chuto”. Depois de defender a descriminação das drogas — só das leves, claro!; não sei se ele enquadra o crack entre as pesadas — e de ter indagado quem aí nunca fez um abortinho na namoradinha, saiu-se com a defesa da legalização do jogo.
As três defesas já nos permitem ter um padrão. Cabral segue um norte ético: “Já que a gente é incompetente para combater o crime, então  que nos unamos a ele”. O governador é mesmo um prático: se o crime deixa de ser crime,  tudo é da lei, e acaba essa história de punição, pronto!. O miolo-mole certamente acha que viveremos no bem-bom do contrato social, né?, com uma chateaçãozinha aqui, outra ali. Mas pode acontecer, e aconteceria, de conhecermos o estado da natureza.
Ele tem um jeito muito peculiar de dizer suas bobagens, mimetizando o estilo lulístico, só que sem aquela certa, como posso chamar?, autenticidade rústica e telúrica do Apedeuta das Esferas. Cabral é só um rapazola da Zona Sul, já meio velhusco, que busca emprestar a sua dicção certo veneno e picardia da mítica malandragem do Rio. Dá em bufonaria. Para este pensador desabrido, se todos deixarmos de ser hipócritas, acabaremos pensando como ele. Assim ele fez a defesa da legalização do jogo:
“O Brasil, francamente, tem problemas muito maiores quando se torna ilegal. Quando é ilegal, não vai para vocês, não vai para instituições como a Andef [instituição de caridade que cuida de deficientes físicos]. No mundo inteiro, quando é legal, vai para aplicação e recursos meritórios. Chega de demagogia, chega de hipocrisia, é isso que me deixa impressionado”.
Esse discurso cheio de anacolutos — consta que ele não gostava de escola, e isso certamente é verdade — foi feito durante a entrega de veículos para entidades de assistência social, financiados com recursos da Loterj (Loterias do Rio de Janeiro).  Cabral poderia nos dizer quais crimes ele considera inaceitáveis para termos mais ou menos uma noção de por onde caminha a mente deste senhor.
Sabem o que é isso? Delírio de potência! Com todo o respeito, a imprensa carioca está criando um monstro inimputável, com a diferença de que ele é, acreditem, bem mais irresponsável do que Lula, que jamais trataria qualquer um dos três assuntos com tal  ligeireza. O presidente não é operário desde 1975, mas aquela é sua origem. Esse vale-tudo cabralino tem um corte que é de classe social, de formação. É coisa de moleque que enfiou o pé na jaca. Pobre, como foi Lula, é um pouco menos licencioso do que isso  —nos costumes ao menos.
Entendo! Cabral celebra o sucesso de suas Unidades da Polícia Pacificadora do Tráfico. Experimenta o sucesso de crítica e de público de uma nova abordagem do crime — aquela em que o criminoso passa a ser parte interessada na solução do conflito.
Este senhor se definiu para mim quando a Câmara aprovou a lei que redistribuía ente os estados os royalties do petróleo — o que, de fato, é um absurdo. Ele chorou copiosamente e convocou uma manifestação popular. Os deslizamentos em decorrência das chuvas mataram 229 pessoas logo depois. Cabral não só não salgou a terra com suas lágrimas como aproveitou para acusar, nesta ordem: a) os adversários políticos; b) as próprias vítimas.
Há 50 mil homicídios por ano no Brasil. O Rio apresneta um dos maiores índices do país. É um escândalo! Assim como Cabral nos convida a deixar de ser hipócritas no caso das drogas, do aborto e do jogo, eu gostaria de saber o que é não ter hipocrisia nesse particular. Talvez fosse o caso de legalizar o assassinato, não é?, combinando com os matadores uma cota aceitável segundo os padrões da ONU, por exemplo. Como diria Cabral, não podemos ser hipócritas: se, sem acordo, morrem 50 mil, podemos baixar para 20 mil com acordo. Pensem a partir do resultado: o que é pior?
Cabral ainda não entendeu — e lhe falta bem mais do que leitura para isto — que nem todas as idéias que “resolvem” são aceitáveis. É perfeitamente possível controlar um surto de contaminação virótica eliminando-se os hospedeiros. Funciona? Funciona! É o que se faz com o gado quando tem febre aftosa — ainda menino, lembro-me das matanças. Mas, como se dizia antigamente, “com gente, é diferente”.
Àquilo que Cabral chama “hipocrisia”, muita gente boa chama “ética”.
*Texto de Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Campanha ateísta em ônibus… NO BRASIL!

“Esta notícia é bem bacana” afirma um ateista ao ver tal cartaz exibido em um Ônibus.Os ateus conseguiram fazer a campanha das propagandas em ônibus no Brasil. E apartir da semana que vem, dia 13 de dezembro, aparecerão nas cidades de Salvador e Porto Alegre ônibus com propagandas com frases como “Religião não define caráter” e “A fé não dá respostas. Ela só impede perguntas.” As propagandas ficarão nos ônibus por cerca de um mês.
“O prazo pode se estender, se tivermos doações”, diz Daniel Sottomaior ateu de carteirinha.
O site ateu do brasil diz: “A campanha dos ônibus não procura fazer desconversões em massa. Nossos objetivos são conseguir um espaço na sociedade que seja proporcional aos nossos números, diminuindo o enorme preconceito que existe contra ateus, e caminhar rumo à igualdade plena entre ateus e teístas, que só existe quando o Estado é verdadeiramente laico – o que está muito, muito longe de acontecer.”
Esse tipo de campanha diabolica começou em 2009 no Reino Unido, terra de Richard Dawkins, e se espalhou por inúmeros países com resultados distintos. A campanha deu certo nos Estados Unidos e na Espanha, causando polêmica, mas a veiculação foi proibida na Itália e a veiculação foi recusada na Austrália pela empresa que seria responsável.
“O legal mesmo é que pegou bem na época do Natal, uma época onde as pessoas tendem a ficar mais chatas com esse negócio de religião. Mas acho que, além de ônibus, deviam fazer outdoors também” afirma um dos ateus .
Fonte: http://reporterdecristo.com/

A Venezuela a um passo de mergulhar no comunismo

Agora é pra valer e a Venezuela poderá ultrapassar o ponto do qual não haverá mais volta, senão através de muito sangue, suor e lágrimas, depois que, numa maratona de “sessão legislativa”, o ‘Congresso’ aprovou um pacote de “leis” radicais que dão ao presidente, hoje, poderes ditatoriais.
O Congresso venezuelano em Caracas – denominado apenas ‘Assembléia Nacional’ -- de ampla maioria pró-Chávez, acelerou o mergulho do país no caos e no atraso socialista ao aprovar leis que garantem a Hugo Chávez Frías poderes ditatoriais cruciais para aprofundar sua ‘revolução socialista’ antes que assuma, em janeiro, o novo Congresso, onde estará obrigado a negociar com a oposição.
Com tais leis, chamadas no seu conjunto de “lei habilitante”, o Congresso do país abdica de sua função legislativa e a transfere, por poderes ditatoriais, a Chávez, que passará a legislar por decreto durante um ano, o que originou uma onda de críticas dos opositores, juristas e de organismos internacionais, em face do temor de que o assim transformado ditador radicalize ainda mais sua revolução ‘socialista’ tornando-a um regime ditatorial de características imprevisíveis para o seu povo e para a própria região.

Aumento dos deputados: "Somos um país sem vergonha"

Diante desse indecente aumento de salário com que  nossos deputados federais se presentearam, proporcionando, através do efeito  cascata, uma avalanche de aumentos exorbitantes para outros tantos parlamentares  (senadores,deputados estaduais e vereadores), além de alguns  outros marajás do Executivo e do Judiciário, sou obrigado a recorrer ao  poeta popular Arlindo Cruz, parafraseando-o em um dos seus mais conhecido sambas, e afirmando, com a alma inundada de nojo: "Sem vergonha!
Somos um  país sem vergonha". Só mesmo em um país no qual o povo é irresponsável o  suficiente para só se preocupar com seu próprio umbigo, abrindo mão da sua  capacidade de indignação,resolve, de forma cínica, endeusar sabichões, aplaudir  ignorantes, votar em corruptos, bajular ladrões de dinheiro público, desde  que sejam minimamente aquinhoados com alguma "boquinha", mesmo que seja em  forma de esmola, tal como essas míseras bolsas famílias,descaradamente usadas  para a compra de votos. O aumento dos
deputados federais em cerca de 60% é um  crime lesa pátria,principalmente quando vemos que esses mesmos "cabras  safados", na hora de aumentar o salário mínimo, ou o ganho dos  aposentados,ficam fazendo jogo de cena, e acabam por aprovar aumentos irrisórios, na faixa de 5%, sob a ridícula justificativa de que o Brasil não tem  dinheiro para aumentos maiores.
É claro! Sob a ótica dessa rafaméia, o dinheiro  dos cofres públicos deve ser prioritariamente usado para garantir seus  milionários salários e suas indignas mordomias.      
*Júlio Ferreira Recife - PE - por e-mail:julioferreira.net@gmail.com

Relatório vergonhoso da era Lula

1) Correios
2) IRB
3) Portugal Telecom
4) Leão & Leão (República de Ribeirão)
5) Celso Daniel com morte de 7 testemunhas (até agora)
6) Interbrazil
7) Cartões de crédito corporativos da presidência
8) Farra com o fundo partidário
9) Daniel Dantas
10) Toninho da Barcelona
11) Toninho de Campinas
12) Duda Mendonça
13) Mensalão
14) Waldomiro Diniz
15) Fundos de pensão e o Marcelo Sereno
16) Gushiken
17) Gilberto Carvalho
18) Juscelino Dourado
19) José Dirceu
20) Delúbio
21) Roberto Teixeira
22) Bebedeiras do presidente
23) Aerolula
24) FARC
25) Baltazar (armas RJ)
26) Osasco
27) Foro de São Paulo
28) ONG Ágora
29) Miro Teixeira
30) INSS RJ
31) Palocci 1 e Palocci 2
32) Furnas
33) Paulo Okamoto e SEBRAE
34) Cueca dos dólares e João Adalberto
35) Firma do Lulinha
36) Citibank
37) Luís Favre, aliás Felipe Belisario, contas no Caribe, esquema da Martaxa, emprego no Duda 3 Severino
39) Jeany Mary Corner
40) Casa da Moeda e seu presidente
41) Ciro Gomes e seu secretário
42) Passeio da cadelinha Michelle em carro oficial
43) Passeio da Benedita da Silva em Buenos Aires
44) Trevisan
45) Manuel Dutra
46) Glenio Guedes
47) Anderson Adauto
48) Paulo Pimenta e o seu dossiê fajuto
49) Pororoca
50) David Messer
51) Boa idéia: Lula
52) Passeio de Boeing dos filhos do Lula
53) Marta e o esquema do lixo em São Paulo
54) Esquema do lixo em todas as demais prefeituras (Ribeirão, Matão...)
55) Esquema do Bingo
56) Esquema dos ônibus
57) Grana ilegal para o MST, UNE, UBES
58) FAT
59) BMG e o crédito consignado
60) Buratti
61) José Mentor e o abafa da CPI do Banestado
62) Acordo com o Maluf
63) Dinheiro do BNDES para O Globo
64) Reforma do apê do Gilberto Gil
65) Fundos exclusivos
66) Plataformas, gás natural da Petrobrás
67) Jacó Bittar
68) Marcos Valério, Banco Rural, valerioduto, embaixador em Portugal
69) Aloisio Mecadante e o caixa 2
70) Olívio Dutra e o Bingo/Bicho no RS
71) Blindagem
72) Professor Luizinho e o Cohiba nas festas do Gran Bittar
73) Madeireiras do Pará, corrupção no IBMA e a Senadora Ana Júlia
74) Greenhalg, caso celso Daniel, caso Lubeca, indenizações milionárias
75) Hugo Werle e a madeira do MT
76) Roberto Marques, amigo do Zé Dirceu
77) Silvinho e o Land Rover
78) Genoíno
79) Najun Turner
80) Caso dos vampiros da saúde (Humberto Costa)
81) Outdoors da Ideli Salvatti em SC
82) Henrique Pizzolato
83) Luiz Gonzaga da Silva (Gegê), acusado de homicídio
84) Ivan Guimarães e o Banco Popular
85) Estrela vermelha nos jardins do Alvorada
86) Morte por fome dos indiozinhos de Dourados (MS)
87) Festa com dinheiro público para comemorar a expulsão da Heloisa Helena
88) Compra do apê da ex-esposa do Dirceu
89) Intervenção ilegal na Saúde do RJ
90) Os 300.000 dos advogados do Delúbio e os honorários do Aristides Junqueira
91) Medalha Rio Branco para o Severino (essa dói no coração!)
92) Suspensão dos benefícios dos velhinhos acima de 80 pelo Berzoini
93) Dinheiro para a transoceânica no Peru e corte de verbas do Rodoanel de SP
94) Superfaturamento de contratos de patrocínio do esporte pelo BB
95) Caixa 2 de Tocantins e Márcia Barbosa
96) Uso indevido da CIDE dos combustíveis
97) Compra de votos no 1o turno da eleição para presidente do PT
98) Propina de Taiwan para a campanha do Lula
99) Compra do PL e José Alencar por 10 milhões no quarto ao lado do Lula.
100) Jóias presenteadas da D. Marisa Letícia
101) Sanguessuga
102) Dossiêgate
 Só isso... e contabilizados até 2006 ...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um apartamento: Este é o primeiro projeto do Tiririca

Brasília - Em sua visita pelas dependências da Câmara dos Deputados, em Brasília, o deputado federal eleito com mais de 1,3 milhão de votos, Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), foi perguntado nesta quarta-feira por um jornalista sobre qual seria seu primeiro projeto. "Um apartamento", respondeu o humorista. O repórter emendou: "Não, um projeto para o povo", ao que Tiririca respondeu "qual povo?". "O que te elegeu", afirmou o jornalista. "Eu vou fazer muitas coisas", disse o eleito.
Após o diálogo, os repórteres que acompanham a primeira visita do deputado eleito insistiram sobre o que exatamente faria o político em primeiro lugar. Ao ser perguntado sobre sua prioridade, Tiririca afirmou ser "a educação". Ainda em resposta à imprensa, o humorista disse que o político que mais admira é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não explicou os motivos.
A visita, que começou no início da tarde, é guiada pelo líder do PR na Câmara, deputado Sandro Mabel (GO). O parlamentar levou o novo colega a várias instalações da Casa, desde gabinetes até a sala da liderança do partido, passando por salas de comissões, como Educação e Cultura - da qual Tiririca deve fazer parte na próxima legislatura.(sic)

domingo, 12 de dezembro de 2010

Falta alguém?

O artigo 288 do Código Penal avisa: ao associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes, pode custar de um a três anos de reclusão.
Se um outro colega, muito íntimo e influente no grupo, tivesse chegado minutos antes, a conversa juntaria mais de três pessoas. E a foto não seria seria uma foto. Seria uma prova.

Dois crimes, duas medidas?

Dois assassinatos, dois prefeitos, duas cidades paulistas, dois prefeitos, dois momentos distintos.
O primeiro, em 2002, vitimou Celso Daniel do PT de Santo André. O segundo, em 2010, Braz Paschoalin do PSDB de Jandira.
Não sabemos como o Ministério Público irá encarar tais situações.
Crime político? Comum?
Celso Daniel se insurgiu contra o desvio do dinheiro da comprovada cobrança de propina de empresas de transporte para bolsos de militantes , em detrimento do caixa dois de campanha de Lula (como se vê, a ética petista é um bocado elástica) tudo  é cozido em banho-maria há quase uma década...só agora foi julgado o primeiro culpado da execução do prefeito..e dos mandantes ninguem fala, tudo é mantido encoberto por uma névoa estranha.
Quanto à morte de Paschoalin do PSDB ocorrida há poucos dias,  dois executadores já estão presos e rapidamente foram expostas na mídia as mazelas cometidas pelo prefeito, que ao que parece, pagava mensalão a alguns vereadores da cidade para fazer aprovar leis que beneficiassem a prefeitura.
Para chegar ao mandante é só pesquisar a quem desagradava o prefeito com seu mensalão...certamente alguem saiu prejudicado nessa esbórnia.
Só queria deixar evidente a diferença de eficiência da  polícia na investigação destes dois casos.
 * Com auxílio luxuoso do texto Mara Montezuma Assaf

A inspiração dos imbecís

A prisão de Julian Assange tem provocado reações de todos os tipos e inspirado imbecís no mundo inteiro, inclusive, chefes de Estado. Mas Assange não está preso por divulgar fofocas.
Quanto a isso, a questão é mais profunda e se alia ao desejo que termos, sempre, de garantir nossa privacidade.
Se existem pessoas que entram, sorrateiramente, nos sistemas alheios com o objetivo de bisbilhotar, existe, sempre, a possibilidade de entrarem para devassar a sua vida, para prejudicar, roubar, embaraçar e destruir feitos e fatos.
Diáriamente, chega ao nosso conhecimento fatos caracterizados por crimes chamados "cibernéticos" onde há roubos de senhas e valores, de informações sigilosas e outras.
Estes "WikiLeaks" da vida podem, por certo, informar e desinformar, esclarecer ou apor dúvidas,constrangimentos, criar fatos e situações embaraçosas através da falsidade ideológica via internet. Tudo é possível na rede. Fazer o bem e fazer o mal.
Não podemos ficar a mercê de pessoas que usando o poder e/ou o direito a liberdade de expresão e informação possam, adredemente, procederem de forma desonesta e mal intencionada.
Ademais este tal de Julian Assange, um anti-americanista imbecil, está preso por crime sexual e não por ter publicado as asneiras do corpo diplomático americano.
Criticar sua prisão pelo fato das publicações é uma balela. Se ele será preso ou não pelas suas publicações na net, ninguém sabe. Não há iniciativas com este objetivo. Críticas sim, existem aos montes. Contrárias ao feito ou a favor. Até "chiliques" de hackers pró e contra Assange e seu site de fofocas.
O fato incontestável é que ele tornou-se apenas "mais fácil de ser encontrado", pelas autoridades que o procuravam, em razão da sua notoriedade repentina, quando demonstrou ter a capacidade de tirar a nossa privacidade e o sono, principalmente, de muita gente importante, se quiser.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Um homem que não teme o ridículo...

Marco Aurélio Garcia: eis um homem corajoso. Ele jamais teme o ridículo!
Pense o pior de um petista. Você pode se adiantar um tantinho aos fatos; pode, por ignorar isso ou aquilo, estar um pouco atrasado, mas uma coisa é certa: jamais estará errado. Nesta sexta, ao tratar do caso da iraniana Sakineh Ashtiani, afirmei que Celso Amorim deve ter ficado um tanto decepcionado ao saber que a notícia de sua libertação era falsa porque certamente se preparava para considerar o evento mais uma conquista da diplomacia brasileira. Eu costumo me adiantar ao petismo, como sabem. Desta vez,  cheguei um tanto atrasado: ATENÇÂO: MARCO AURÉLIO GARCIA JÁ HAVIA FEITO AQUILO QUE EU DISSE QUE AMORIM FARIA. A ignomínia do Top Top chegou antes de meu pior pensamento a respeito deles. Que gente!
Na quinta,Marco Aurélio aproveitou para faturar: “O presidente Lula  ficou muito, mas muito satisfeito e emocionado”  com a libertação de Sakineh. Indagado se era mais uma conquista do Babalorixá de Banânia, ele tentou fingir modéstia decorosa. Afirmou que aquilo não nem era o mais importante! Mas sem negar jamais a influência de Lula na “libertação”.
Vocês sabem: quando se é Marco Aurélio Garcia, isso quer dizer que a pessoa não tem limites. O episódio relacionado aos 199 mortos do acidente da TAM — quando brindou o Brasil com obscenidades; eu me refiro às obscenidades humana e política — sintetiza bem o caráter deste senhor. Na quinta, não foi diferente. Ele aproveitou a falsa libertação de Sakineh para pensar: “É um ato de justiça. É uma vitória dos direitos humanos em geral e confirma que há formas eficientes de vender os direitos humanos que não precisam ser ruidosas.”
Huuummm!!!
Se a libertação evidenciaria tudo aquilo, a manutenção da prisão prova o contrário: trata-se de uma derrota dos direitos humanos (e é mesmo) e confirma que as formas “não-ruidosas” de “vender” (sic) os direitos humanos não funcionam. Ou seja: a política externa brasileira se mostra, uma vez mais, uma fraude. Marco Aurélio tentava justificar os desatinos do Itamaraty, que chegou a enviar à ONU um documento em que pede a revisão da política de sanções a países que violam os direitos humanos. A conversa, diz o governo Lula, seria muito mais eficiente. A gente vê!
Dilma se disse, “como mulher”, contrária à condenação de Sakineh, chamou o apedrejamento de “prática medieval” e discordou do voto dado pelo Brasil, que se absteve de condenar o Irã por violações aos direitos humanos. Ok, mas isso ainda não quer dizer nada. Vamos ver como o Brasil vai se comportar nas votações da ONU e que mensagem ela passará ao mundo: dará seqüência à prática de Lula de desfilar ao lado de tudo quanto é facínora do planeta?
A perspectiva é boa? Boa não é! Antônio Patriota, que vai assumir o Itamaraty, é da turma de Celso Amorim. E Marco Aurélio, esse que aparece, mais uma vez, desempenhando um papel grotesco, foi confirmado como assessor especial para a política externa.
*Por Reinaldo Azevedo