sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A estupidez internacional do Brasil.


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Dilma Roussef discursando com desenvoltura na ONU, num desempenho fora de suas características e que denotou grande ensaio.
Finalmente, após quase três décadas, os americanos, ingleses, franceses, e aliados do mundo livre e capitalista assumem publicamente que o os últimos governos brasileiros foram e têm sido hostis aos países mais desenvolvidos do planeta e estiveram a buscar uma aproximação e identificação ideológica com seus atuais inimigos.
            A imprensa americana e ocidental, de um modo geral, vaticina que o governo de Dilma Roussef vai se aproximar mais da China e da Rússia, bem como de todos os demais países que têm se mostrado contra os EUA e o chamado ‘mundo livre’, o que poderá acarretar crescentes e constantes sanções ‘extraoficiais’ por parte dos nossos “antigos aliados”, a começar pela manutenção e intensificação da monitoração eletrônica de tudo que diz respeito a ações de Brasília e das estatais brasileiras, principalmente a Petrobrás, atividade que os petralhas chamam de “espionagem”.
            O Brasil, assim, passa a ser visto PPR seus “novos amigos” como “inocente útil” a serviço dos inimigos da América, democracia tal como conhecemos, e do capitalismo privado, cujas ações antagônicas de governos de esquerda coordenados pelo Foro de São Paulo estão a acarretar um formidável retrocesso econômico em muitos desses países da América latina, como o próprio Brasil, a Argentina, a Venezuela, sem citar outras economias muito mais insignificantes, como o Equador, a Bolívia, o Uruguai e as demais repúblicas bananeiras da América Central. 
            O ensaiadíssimo discurso da Presidente Dilma Roussef, que lhe fora preparado por um marqueteiro, lido por ela de forma veemente – de forma diferente da claudicação costumeira de suas falas – na abertura da Assembleia Geral da ONU, acabou de dirimir qualquer dúvida com relação à postura antiamericana, antidemocrática e antieconomia de mercado dos três últimos governos do Brasil.
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Dilma, num discurso que outrora causaria apreensão, hoje é motivo de riso e chacota por parte do mundo inteiro...
            Dizem que “o Brasil é um aliado que os EUA não podem se dar ao luxo de perder”, mas, ao que parece, isso não depende e está fora do controle americano. A distância ideológica e diplomática entre o Brasil e seus “supostos aliados” – dos quais depende em última análise até para a defesa do seu território e de sua soberania no caso de uma agressão externa – representa um formidável tiro no próprio pé e o conjunto de atitudes tomadas pelos três últimos governos brasileiros – visivelmente agravado pelo governo atual – pode e deve ser considerado como uma lenta, progressiva e fatal “traição à pátria”.
            A imprensa estadunidense vem de forma crescente denunciando a postura antiamericana de Brasília e da tolerância da Casa Branca que lentamente vai diminuindo. Com isso, cresce a convicção de que a administração dos EUA tem, cada vez mais reforçada, a convicção de que é necessário monitorar todos os passos de quem “governa” a maior economia da América latina e que, portanto, essa “espionagem” – como Brasília intitula essa monitoração – deverá, não apenas continuar como se intensificar e que americanos e europeus começarão a apertar as cravelhas da rabeca brasileira com a finalidade de afinar os sons que dela emanam.
            Enquanto isso, o Brasil vai se distanciando demais do seu sonho de se tornar um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, considerado por muitos como o motor da “Nova Ordem Mundial”.
            Os EUA e aliados contavam com o Brasil para trazer os demais membros do BRIC para a liberdade política e econômica, mas o Brasil que é gigante em território, sofre de um intenso nanismo ideológico que o incapacita de se tornar um membro confiável entre as principais potências do mundo livre.
            Os diplomatas se referem, com seu jargão vaselina, às relações Brasil-EUA como sendo “instáveis”, mas após o tolo discurso de Dilma em Nova York, já começam a chamá-las de “antagônicas”.
Não adianta dizer aos petistas que o que se entende por espionagem nada mais e do que uma tentativa de um país em descobrir os planos militares, científicos e industriais de outro país e que, dentro desta definição amplamente aceita, o Brasil não tem nada a ser espionado por Washington, pelo Pentágono, ou por Wall Street. Mas com quem Brasília se relaciona no mundo, e até no continente, tem tudo a ver com os deveres da CIA, da NSA e demais serviços de inteligência dos EUA.
            E isso não depende do Brasil, da ABIN, ou do Foro de São Paulo, a não ser que o país seja capaz de desenvolver tecnologia própria capaz de impedir que tal monitoramento ocorra.
            A atitude brasileira em público é, ainda, oposta a sua atitude longe das câmeras e dos repórteres da mídia domesticada do país. Enquanto vocifera e mente descaradamente em seu discurso ao plenário da ONU, a sua ‘entourage’ tenta desesperadamente “atrair” (leia-se ‘ludibriar’) o empresariado americano para empregar seus dólares na infraestrutura no Brasil, coisa que eles – que não são nada bobos – parecem convencidos de que isso seria nada mais nada menos do que engordar as contas secretas dos petralhas e de sua “base alugada” no exterior, com o desagradável efeito colateral de ver boa parte do dinheiro deles indo parar em Cuba e outros antros antiamericanos.
            A seguir por esse caminho, de dar murros em pontas de facas, só restará ao Brasil juntar-se à China e à Rússia para tentar retirar os EUA do Conselho de Segurança da ONU, ou, o que seria mais impensável ainda em termos de sanidade mental, saírem da ONU para criarem uma ONUA, ou seja, uma “Organização das Nações Unidas Antiamericanas”. E aguentar o tranco que virá e seguida e que tornará o país ainda mais pobre e subdesenvolvido do que é.
            A agência de notícias Reuters afirma que as relações Brasil-EUA estão cada vez mais em “rota de colisão”. Segundo a agência, essa rota se tornou nítida e crítica após o cancelamento da visita de estado que Dilma faria a Washington em outubro próximo e com o discurso da presidente na ONU, que certamente terão consequências na área econômica entre os dois países, consequências essas que já começam a ser sentidas no desinteresse dos investidores do mundo livre em aplicar seus dólares no Brasil. Dilma, destarte, ceifou, de um só golpe, o que o Brasil conseguiu a duras penas conquistar ao longo da segunda metade do século vinte, ou seja, tornar-se um parceiro econômico confiável de americanos e aliados.
Segundo a revista britânica, os três últimos governos (do PT) foram frustrantes e decepcionantes...
            Por sua vez, a revista britânica “The Economist” faz eco de tudo isso publicando uma provocativa reportagem de capa sobre um “anunciado fim do crescimento brasileiro”, em contraposição a outra reportagem de capa publicada em 2009 na qual afirmava o contrário... (vide fotos acima). No número que estará nas bancas na semana que vem, a revista pergunta: “Será que o Brasil estragou tudo?”
            A revista só não dirá que foi o Reino Unido um dos principais apoiadores da esquerda brasileira e latinoamericana nas três últimas décadas tendo exportado para cá o atraso da doutrina socialista que, por experiência própria sabiam ser mais do que suficiente para inibir o surgimento de uma terceira grande potência mundial abaixo do da linha do equador. E ganharam dessa mesma esquerda uma fabulosa recompensa por isso, que foi a demarcação, de forma contínua em área de fronteira com a Guiana inglesa e um território contencioso entre Inglaterra e Venezuela, da “reserva indígena Raposa Serra do Sol, maior do que o estado de Sergipe”, com todo o tesouro mineral e genético que encerra para ser livremente contrabandeado para essa conhecida potência colonialista.
     
              Em julho último, a revista britânica publicou outro número cuja capa mostra o grupo dos BRIC como em decadência e faz uma avaliação negativa, mas realista e provocativa, sobre o futuro de Brasil, Rússia, Índia e China. (foto abaixo)
            A matéria ressalta que, após dez anos de crescimento consistente e acelerado, esses países emergentes começam a dar sinais de que estão escorregando em seus próprios vícios socialistas e começam a descer a contravertente do progresso. 

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Após uma década de progresso, o BRIC perde força e afunda na própria ineficiência...
            E ainda sugere que “a presidente Dilma Rousseff deveria demitir o ministro da Fazenda, Guido Mantega, caso seja realmente ‘pragmática’ como costuma se considerar”, em outra publicação de dezembro último.

            A tática britânica de exportação do socialismo para o Brasil parece ter dado certo, pois o país começou com Luiz Inácio a patinar no lodaçal desta sociopatia (doença social, ou seja, política e econômica) e mais do que nunca parece não ter a menor condição de, de fato, emergir como mais uma superpotência – a primeira latina – no mundo atual. Com isso, a maioria dos países europeus – Reino Unido incluído – não corre o risco de passar a ser citado como países do “terceiro mundo”...

             A República Federativa do Brasilque de federativa só tem o nome, e que os americanos consideravam até recentemente uma superpotência emergente, em função do tamanho do seu território, da quantidade de recursos naturais e água potável que possui, do seu contingente populacional e do crescimento econômico experimentado após a revolução estabilizadora da economia pelo Plano Real, hoje começa a ser considerada por eles como tendo tomado rumos que, segundo a opinião dos melhores de seus analistas, começam a frustrar tal expectativa.
            Tais rumos, segundo uma recente publicação do The Wall Street Journal, são os que enveredam pelos escuros antros da corrupção sistêmica do estado e de suas relações publico-privadas, estimuladas por um sistema judicial cooptado pelo executivo que garante uma impunidade geral e irrestrita aos corruptos e corruptores. Também por todas as medidas socialistas de desconstrução por intuscepção da democracia do mérito (a partir de dentro dela própria), através do favorecimento ao crime organizado (privado e estatal), pela anulação de um sistema legislativo mantido a peso de ouro e legislando em causa própria, com uma oposição de faz de conta, e por uma infraestrutura que não atende ao nível de produção do país.
            Para completar, age com um menosprezo à educação de qualidade e a falta de serviços públicos pelo menos decentes para os que pagam impostos e, ao mesmo tempo, recolhem aos cofres públicos uma das maiores cargas tributárias do planeta, tudo isso junto, e mais o sucateamento e enfraquecimento das Forças Armadas, das quais apenas o governo tem medo que lhe ponham cobro, faz com que o Brasil siga a tendência dos países controlados pelo Foro de São Paulo e caiam e profundo retrocesso, conforme o jornal americano. É o que se vê, em grau mais avançado na Argentina, na Venezuela, Equador e outros países que, como o Brasil, vêm sofrendo o agravamento da doença socialista.
            Destarte, o discurso de Dilma Roussef não é um caso isolado ou incidental. Representa coerência com uma gama de fatos e medidas que os esquerdopatas têm febrilmente se dedicado a por em vigor para a criação de um país socialista no hemisfério sul que tenha algum potencial econômico de promover a resuscitação dessa doutrina falida, enterrada após o desmonte da União Soviética e a transformação capitalista na China, pelo menos enquanto durar o dinheiro dos outros...  
            O Brasil, para não fugir à regra – onde as exceções apenas a confirmam – começa a experimentar não apenas o desinteresse dos investidores externos, mas, também, paralelamente, a fuga de capitais privados e de mão de obra especializada para outras paragens onde tenham mais liberdade e garantias jurídicas de empregá-los com segurança.
*Francisco Vianna, via Grupo Resistência Democrática

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