segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Terror antissemita em Nairobi no Quênia.


FORÇAS ESPECIAIS ISRAELENSES ESTÃO AJUDANDO NO RESGATE DE VÍTIMAS NO SHOPPING DE NAIROBI NO QUÊNIA

De acordo com fontes da segurança, os israelenses estão orientando as negociações com os bandidos, mas não querem se envolver numa missão militar de assalto e retomada doshopping center.


:: FRANCISCO VIANNA (com base na agência REUTERS)

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Pessoas correm em fuga do Shopping Westgate, em Nairobi, onde irrompeu o tiroteio quando homens armados perpetraram um ataque, no sábado de ontem, 21 de setembro de 2013. (Foto: AP/Jason Straziuso)
Forças israelenses já estariam ajudando as autoridades quenianas a completar um cerco mortal no shopping Westgate, em Nairobi, onde terroristas ligados à Al-Qaeda estão acoitados há um dia de posse de cerca de 30 reféns.
De acordo com uma fonte de segurança do Quênia, essas forças israelenses entraram no shopping, onde um cerco está em andamento desde sábado, e "estão resgatando os reféns e feridos", informou a AFP.
Entretanto, uma fonte da segurança israelense não identificada disse à Reuters que os conselheiros israelenses estavam ajudando também nas negociações com os terroristas, mas não em operações militares. "Há conselheiros israelenses ajudando com uma estratégia de negociação, mas não há israelenses envolvidos em qualquer operação de assalto iminente", disse essa fonte.
Funcionários quenianos dizem que 59 pessoas foram mortas e 175 feridos no ataque terrorista coordenado, realizado por um grupo de até 15 terroristas alinhados com o movimento islâmico somali al-Shabab, uma espécie de ‘franquia’ da al-Qaeda.
O ataque começou no sábado, quando testemunhas disseram que pelo menos cinco homens armados – incluindo pelo menos uma mulher – atacaram primeiro um café ao ar livre no Shopping Westgate, um estabelecimento novo e brilhante, que hospeda a Nike, a Adidas. e as lojas Bose. O shopping é de propriedade israelense e os especialistas em segurança, há muito tempo, disseram que a estrutura constitui um alvo atraente para terroristas.
Mais de mil pessoas foram evacuadas ou fugiram por si mesmo do shopping, disseram as autoridades, e os terroristas permaneceram no interior, com um número desconhecido de reféns numa ocupação em curso.
O presidente Shimon Peres, numa carta de domingo ao presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, disse: "Gostaria de estender minhas profundas condolências ao povo do Quênia sobre esse ataque terrorista horrível em Nairobi. Daqui da Terra Santa rezamos pela libertação dos reféns, a recuperação total dos feridos, e pelo conforto das famílias das vítimas”.
"O terrorismo tem se tornado uma ameaça global e aqueles que cometem tais ataques não fazem distinção entre jovens e velhos, homens e mulheres", Peres escreveu. "Não há justificativa para o assassinato de civis inocentes e Israel está ombro a ombro com o governo queniano e as pessoas neste momento difícil. Nós em Israel sabemos a dor do terror e vamos fazer tudo o que pudermos para apoiar o povo do Quênia".
Kenyatta disse, neste sábado, que havia perdido "familiares muito próximos" nesse perpetrado por "criminosos desprezíveis".
Em agosto, agentes do Mossad – o Serviço de Inteligência de Israel – juntamente com funcionários do FBI, ajudou na investigação de um grande incêndio no Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta; foi um atentado terrorista. De acordo com relatos da imprensa estrangeira, o Mossad mantém um posto avançado em Nairobi, com a tarefa de manter os laços de segurança com o Quênia e outros países do Leste Africano.
Em 2002, terroristas em Mombasa explodiram um hotel de propriedade israelense e tentaram sem sucesso derrubar um avião de passageiros de Israel, quando decolava.
Ao que parece, há uma ação terrorista coordenada antijudaica que se manifesta em todo o mundo, independente do grau de desenvolvimento dos países onde os atentados ocorrem. Pode acontecer no Haiti como nos EUA, no Brasil, ou na Rússia, que obriga o Estado de Israel e redobrar seus esforços para neutralizá-los.  
ATUALIZANDO: Hoje cedo, força-tarefa Israelense invadiu o shopping e já encurralaram os terroristas. A situação ainda não está sob controle total.

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